Um dia após a reunião do Conselho Deliberativo (Condel) do Clube do Remo, os ânimos continuam acirrados entre o presidente azulino Amaro Klautau e a oposição.
Ronaldo Passarinho, grande benemérito do clube, fez duras críticas às declarações de Klautau sobre o escudo do Remo que ficava alçado na frente do estádio Baenão. De acordo com Passarinho e outros participantes da reunião, Amaro se referiu ao símbolo do clube como um amontoado de cal, cimento e tinta.
O pórtico foi derrubado em meados de agosto a mando do presidente para evitar novos pedidos de tombamento que dificultariam a já fracassada negociação do estádio com construtoras. “Gritei lá de trás. Se tivéssemos uma bandeira, poderia queimar também. Ora, é só pano!”, exclamou Passarinho, em tom irônico.
A ideia da presidência, conforme o grande benemérito, era ainda mais abrangente. “Ele queria derrubar o muro (do Baenão) inteiro, mas os funcionários não entenderam certo e derrubaram o escudo”, frisou Ronaldo.
A respeito da denúncia levantada no último domingo (24) , relacionada ao aluguel de carros e uso de telefones coorporativos, Passarinho se disse feliz. “Veja... Ele (Amaro Klautau) confirmou tudo o que falei. Ele disse que é para modernizar o clube. Mas o Remo é um clube moderno com os bens penhorados?”, questionou. A próxima reunião do Condel está programada para o dia nove de novembro. (Diário do Pará)
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