Os dias de farras de contratações de Remo e Paysandu estão contados. Pelo menos no que depender da Federação Paraense de Futebol que tenta, junto ao Governo do Estado, redirecionar parte da receita recebida pelos clubes e seus direitos de transmissões para as categorias de base, atualmente em situações precárias dos dois lados da Almirante Barroso. No momento em que os clubes prometem voltar suas atenções para seus quintais, uma mudança de hábito pode estar prestes a revolucionar os maiores rivais.
A partir de 2011, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Telecomunicações do Pará, a Funtelpa, passa a pagar aos dois titãs R$ 1.140.000,00, referentes aos direitos de transmissão do Campeonato Paraense e Campeonatos Brasileiros da Série C e D. A quantia considerável corresponde ao maior patrocínio pago aos dois rivais e por isso, a FPF quer repensar a aplicação desses recursos pelos clubes. As categorias de base finalmente teriam vez.
A proposta da Federação é que Remo, Paysandu, Águia, São Raimundo, Independente, Cametá e os dois times promovidos à fase principal direcionem 35% do patrocínio estatal para suas bases, formando e aproveitando jogadores locais, diminuindo assim a dependência das importações. “Não podemos mais ficar vendo esse monte de gente vindo de fora enquanto nossos jogadores não estão sendo aproveitados”, lembrou José Ângelo Miranda, vice-presidente da FPF e responsável pela ideia.
“A nossa ideia é que em janeiro possamos sentar com o governador eleito e propor essa nova cláusula no contrato, que seria observado pelo Tribunal de Contas do Estado e pela própria FPF”, explicou Zé Ângelo. “Com esses recursos, os jogadores poderiam ter auxílios médicos, odontológicos, receber vales-transporte e até cestas básicas. Seria um grande avanço”, concluiu o vice-presidente da FPF. (Diário do Pará)
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