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ESPORTE PARÁ

Clubes padecem pelo excesso ou pela falta de ideia

Há muito não existe oposição no futebol paraense, que há 12 anos tem o mesmo comando. Trata-se de uma tendência seguida por três dos nossos quatro principais clubes da atualidade. Talvez o sucesso de tais gestões ajudasse a explicar esse panorama. Mas não

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Há muito não existe oposição no futebol paraense, que há 12 anos tem o mesmo comando. Trata-se de uma tendência seguida por três dos nossos quatro principais clubes da atualidade. Talvez o sucesso de tais gestões ajudasse a explicar esse panorama. Mas não é o caso. Vivemos uma realidade de clubes endividados, estagnados, longe do topo do esporte nacional e, por isso, nada interessantes do ponto de vista administrativo.

No vermelho ou não, Remo, Paysandu, Águia e São Raimundo, os maiores expoentes do futebol paraense na atualidade, vivem às voltas, preocupados com suas situações financeiras. Apesar da paixão do nosso povo pelo esporte, o quarteto futebolístico não consegue capitalizar tal sentimento na mesma proporção. Os casos dos dois titãs são emblemáticos.

Após uma década inteira, apenas três presidentes estiveram à frente do Paysandu. Depois de seis anos no poder, Artur Tourinho saiu e deixou o barco bicolor para Miguel Pinho - que presidiu o clube por apenas 14 meses, antes de morrer. Coube a Luís Omar Pinheiro a missão de navegar nas águas agitadas da Série C, onde os bicolores permanecem encalhados até hoje, longe dos holofotes do grande público e com ameaças de motins em busca do comando novo.

No Remo, acontece um pouco diferente. A década passou sem uma única reeleição presidencial: cinco presidentes, um para cada biênio. Após acessos ou descensos nacionais, os capitães largaram o barco, independente do brilho dos troféus ou das passagens apagadas pelos lemes. E pior: nos últimos quatro anos nada de herança, nada de um legado positivo, apenas perdas. O maior de todos os bens, o Baenão, está na mira e corre o risco de ser perdido por conta do excesso de dívidas do Leão. A Justiça do Trabalho ameaça e pode pôr em prática o temido leilão do estádio. Enquanto isso, a tensão interna só faz crescer.

Se os capitães, imediatos e oficiais não mudam, ou pelo menos não aprendem a comandar em calmaria, como as viagens seriam diferentes? Como poderiam ser menos turbulentas? Eis a questão. Com a palavra, a situação e a oposição... (Diário do Pará)

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