A gestão do atual presidente do Clube do Remo, Amaro Klautau, vai seguindo sem que grandes atitudes sejam tomadas para evitar que o Leão termine 2010 envolto em inúmeras dívidas, sejam elas na área trabalhista ou cível. Os funcionários alegam salários atrasados desde o mês de setembro e não há perspectiva de melhoras para o final do ano.
Novas ações devem ‘explodir’ a qualquer momento na Justiça do Trabalho. Para completar, ainda existe o eminente leilão da área do Carrossel. O departamento jurídico do clube se reúne na próxima quarta-feira (3) na busca de evitar a venda de mais um patrimônio azul marinho.
A venda do estádio Evandro Almeida, o Baenão, seria, segundo Amaro Klautau, a saída para resolver os problemas financeiros do Remo. Contudo, o dirigente não contava com a ‘perda de paciência’ da juíza da 13ª Vara da Justiça do Trabalho, Ida Selene, que acabou por cancelar a venda. Como não esperava pela recusa e muito menos pensou em um ‘plano b’ para salvar a ‘nau’ azulina, Klautau agora não sabe da onde tirar dinheiro para sanar as dívidas que se acumulam a cada dia.
Uma medida cautela para evitar o leilão do Carrossel, marcado para às 11h do próximo dia 19 de novembro, seria uma saída dos causídicos azulinos. Porém, essas e outras ações ainda deverão ser estudadas pelos juristas do Remo. Amaro Klautau diz que essa é a 21ª vez que o Leão tenta impedir o leilão do espaço cultural que fica de frente para a avenida Almirante Barroso. (Gustavo Pêna, DOL)
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