A novela envolvendo o possível leilão da área do ‘carrossel’, que fica anexa ao Baenão, continua. E com ela, as chances do Clube do Remo perder mais um imóvel, como já aconteceram com uma área que abriga um posto de gasolina, localizada na Avenida Antônio Baena, e com a sede campestre do clube, em Benfica.
Mas apesar dos boatos, o Remo ainda não foi notificado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), onde tramita a ação. A assessoria de imprensa do Tribunal voltou a informar que o caso ainda está em discussão, por isso que os valores iniciais do possível leilão ainda não foram definidos.
Para evitar a perda de mais um bem, o chefe do departamento jurídico do Remo, Mauro Maroja Bentes terá uma reunião em particular com outros membros do setor responsável do clube, amanhã, para discutir uma estratégia jurídica sigilosa para evitar a venda do terreno do ‘carrossel’. “O nosso primeiro objetivo é traçar uma estratégia para que o carrossel não seja leiloado. Nossa segunda preocupação é que o bem não seja vendido a um valor irrisório”, explica Maroja.
A área do ‘carrossel’ está avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões, de acordo com informações de membros do Conselho Deliberativo do Remo. E caso seja arrematada pelo mesmo valor, a quantia não seria suficiente para quitar a dívida do Remo com a Justiça do Trabalho, que gira em torno de R$ 8,5 milhões, com juros de 1% ao mês. Com isso, nem a venda do ‘carrossel’ livraria o Baenão de um leilão, porque a dívida tem que ser totalmente paga. (Diário do Pará)
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