Fala-se muito nas inúmeras dívidas que o Clube do Remo acumula na Justiça do Trabalho, mas se esquece dos problemas que o Leão também tem na esfera cível. Segundo o advogado azulino Mauro Maroja Bentes, o leilão da área do Carrossel, que em frente para a avenida Almirante Barroso, está marcado para o próximo dia 19 (sexta-feira), a partir das 11h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho. Contudo, o valor arrecadado com a negociação– proposta inicial de R$ 6 milhões -, não seria suficiente para pagar os quase R$ 12 milhões de débitos do clube.
Em entrevista ao programa Jogo Aberto: edição local, da Rede Brasil Amazônia de Comunicação (RBA), Mauro Maroja Bentes deixou claro que, na esfera trabalhista, a juíza da 13ª Justiça do Trabalho, Ida Selene, deferiu todos os processos de leilão contra o Remo.
“Agora, pra nos recorrermos do leilão, temos que tomar conhecimento dos processos. Mas nos iremos ver que, de fato, pouco caminho jurídico nós temos para evitar. Porém, por outro lado, temos que tomar uma medida. Vamos até o Poder Judiciário e analisar os autos dos processos, conversar e verificar qual o melhor caminho para o Remo”, avalia.
Na Justiça do Trabalho, a dívida do Remo está orçada em R$ 8,5 milhões, com juros diários de quase R$ 90 mil. Já na área cível, os números chegam a quase R$ 4 milhões, segundo o causídico azul marinho. Possivelmente existam cinco propostas para arrematar a área do carrossel, mas o valor não seria suficiente para livrar o Leão azul paraense dos seus problemas financeiros. “O valor do leilão daria para pagar as dívidas trabalhistas, mas a nossa maior preocupação não é somente com essa questão, mas sim com o passivo cível, que também precisa ser negociado”, disse Mauro Maroja. (Gustavo Pêna, DOL, com informações da TV RBA)
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