O leilão da área do antigo ‘Carrossel’, marcado para o próximo dia 19, pode representar o fim das dívidas do Clube do Remo junto à Justiça do Trabalho, que somam mais de R$ 8 milhões. Com o fim do débito trabalhista, o Leão já não teria mais bloqueios da verba que recebe dos patrocinadores e passaria a receber integralmente a renda das partidas disputadas, uma vez que a Justiça determinou o bloqueio de 50% do lucro de bilheteria nos jogos do clube para pagar os reclamantes.
Para arrematar o ‘Carrossel’, os interessados deverão pagar, no mínimo, R$ 6,1 milhões, valor inicial determinado pela Justiça.
Após a confirmação oficial de que o bem azulino irá a leilão, já começaram a surgir boatos de que cinco empresas estariam interessadas em adquirir o imóvel. Quanto maior for o número de interessados em comprar o imóvel, maiores são as chances de vendê-lo a um preço acima do que foi estipulado pela Justiça. Caso isto ocorra, poderá sobrar dinheiro para pagar dívidas cíveis, que giram em torno de R$ 4 milhões, e débitos com os funcionários do clube, que estão com dois meses de salários atrasados.
O presidente do Remo, Amaro Klautau, espera que com a venda do ‘Carrossel’ o clube, enfim, fique livre de dívidas. “Será que não é melhor ‘limpar’ logo todas as contas que devemos? Eu entendo que fica mais fácil para o próximo presidente administrar o clube sem dívidas”, defende Klautau, que ainda acredita em uma saída para evitar o leilão. “Nós podemos encontrar um caminho jurídico para atrapalhar a praça”, revela.
No entanto, o cartola azulino insiste na ideia de que vender o Estádio Evandro Almeida ainda seria a melhor solução. “A minha posição sempre foi a venda como um todo, que na verdade seria uma troca do Baenão pela construção da Arena do Leão. Se nós não conseguirmos quitar as dívidas, o risco de leilão para o estádio vai continuar, podendo ser arrematado por um valor abaixo dos R$ 33 milhões”, finaliza Amaro. (Diário do Pará)
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