Aos poucos, o mato vai tomando conta de toda a área do ‘Carrossel’. Pelo chão, é possível ver algumas folhas que secaram com o passar do tempo, jogadas sobre o que sobrou do asfalto, misturado com algumas pedras e um resto de concreto.
O muro alto cheio de infiltrações, que fica de frente para a Avenida Almirante Barroso, mostra o buraco no alto da parede, onde o símbolo do Clube do Remo ficou exibido por longos anos, mas que há pouco tempo foi demolido. Cadeados e correntes entrelaçados ao portão azul marinho zelam pela segurança. Pombos e urubus se apertam para conseguir um espaço no telhado sujo acima da base que sustenta as arquibancadas.
Silêncio. O sopro do vento agita os galhos de mangueira e coqueiros que há na área que mede 3.338,40 metros quadrados. São 80,60 metros de comprimento e 39 de largura, que abrigam uma área que, no passado, foi sede de muitas festas.
Dentro de um dos bares que sobrou, a frase é clara: “Proibido vender bebida alcoólica para menores de 18 anos”. Ainda no bar, um cachorro observa a aproximação. Com orelhas de pé, ele ameaça latir, mas em seguida se deita e abaixa a cabeça. A presença do animal mostra que há vida no local. Sim, há vida! Em um dos cantos da área há uma casa simples, habitada por gente que tem fé e que acredita que dias melhores virão. (Diário do Pará)
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