Atualmente, não há qualquer processo de tombamento relacionado ao Clube do Remo em tramitação na Secretaria Estadual de Cultura (Secult). Quem afirma é o próprio diretor do Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Pará, Flávio Carvalho, que também critica a inconsistência do último pedido feito via Ministério Público.
O pedido de tombamento foi expedido em 19 de agosto e no dia 23, a Secult informou a decisão. “O resultado já saiu em agosto. O Ministério Público fez tudo errado, eles entraram com um pedido de registro que nem foi levado em consideração, porque era inconsistente tecnicamente. O pedido foi feito de maneira errada. Registro imaterial não pode ser considerado para um bem material, como é o estádio do Remo”, atesta Carvalho.
Além disso, as alterações feitas no Baenão mudaram a característica do estádio, que passou a ter uma estrutura arquitetônica contemporânea, segundo o diretor. Mas apesar de não ter acatado o pedido de tombamento, Flávio garante que se o Baenão for negociado, qualquer empreendimento que venha a ser construído no local deverá expor um projeto com a história do patrimônio azulino.
Já os pedidos de tombamento feitos ao Centro Tecnológico da Universidade Federal do Pará (UFPA) e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) seguem em andamento. Em relação ao pedido feito junto à Fundação Cultural de Belém (Fumbel), a assessoria de imprensa do órgão explica que a analise ainda está sendo feita. Inclusive, os técnicos da Fumbel já fizeram a visita técnica ao local e estão elaborando o parecer.
O pedido de tombamento foi feito há alguns meses pelo conselheiro do Remo e promotor público, Benedito Wilson Sá, com o objetivo de tentar impedir a negociação envolvendo o Baenão e uma construtora.
(Diário do Pará)
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