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Nova diretoria do Remo já enfrenta desafios

O Clube do Remo já viveu dias melhores. Bem melhores. O novo Conselho Deliberativo (Condel) eleito terá a missão de escolher o novo Conselho Diretor (Codir), nas eleições marcadas para o dia 10 de dezembro. O desafio não será fácil. O Leão está há mais d

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O Clube do Remo já viveu dias melhores. Bem melhores. O novo Conselho Deliberativo (Condel) eleito terá a missão de escolher o novo Conselho Diretor (Codir), nas eleições marcadas para o dia 10 de dezembro.

O desafio não será fácil. O Leão está há mais de dois anos sem títulos, não está garantido sequer no Campeonato Brasileiro da Série D e dificilmente irá disputar a Copa do Brasil.

Para piorar, o Remo deve aproximadamente R$ 13 milhões somando as dívidas trabalhistas, cíveis, salários atrasados e indenizações. E como ninguém deu lance no leilão da área do ‘Carrossel’, na última sexta-feira, o clube segue com a verba de patrocínio 100% bloqueada, além de ter 50% da renda da bilheteria destina à Justiça do Trabalho, em dias de jogos.

Como administrar um clube nessas condições? Hermes Tupinambás, candidato à presidente do novo Condel, em caso de vitória da chapa “Diretas Já/ Juventude Azulina”, admite que a situação não é favorável. No entanto, ele acredita que o Remo é administrável.

“O trabalho vai ser grande, não vamos poder administrar o Remo sozinhos. Devemos mudar a estrutura do clube. O novo presidente deve estar atualizado em termos de administrações, deverá ter conhecimentos em ramos diferentes”, aconselha Hermes, que propõe ao novo cartola azulino uma fusão entre a parte social do clube com o setor de marketing. “É um negocio que pode gerar muito lucro”, aposta.

Já Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, um dos mais cotados para ser o novo presidente remista, em caso de vitória da chapa 1 “Reconstrução e Seriedade”, reconhece que o Remo tem sérias dificuldades financeiras, mas ele ressalta o valor do patrimônio que o clube possui. “O que nós temos vale mais do que todas as dívidas.

O clube vive uma situação de falência em todos os sentidos. Antes, pelo menos tínhamos o futebol para nos dar alegria, mas hoje nem isso. O apelo principal é tornar o Remo grande nas suas participações esportivas”, indica Tonhão, que é a favor da negociação da troca do Baenão por um novo estádio, desde que o Evandro Almeida seja vendido a um preço maior.

>> Leia mais no site do Diário do Pará.

Sucessor de Klautau terá que arrumar uma solução para a falta de títulos
e para o excesso de
dívidas

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