O setor jurídico do Remo não conseguiu evitar a praça pública da área do ‘Carrossel’, que ocorreu na última sexta-feira (19), em que o bem azulino terminou nem sendo arrematado, uma vez que ninguém deu lance. Se por um lado o Leão não perdeu a antiga casa de shows, por outro, a credibilidade do clube perante a Justiça do Trabalho está em baixa e um dos desafios do novo presidente azulino será reconquistar a confiança que foi perdida.
O valor da dívida trabalhista já soma R$ 8.865.338,85, sendo R$ 118.013,86 por custas processuais, R$ 924.943,10 de Imposto de Renda, R$ 376.783,55 de INSS e os R$ 7.475.223,00 dos processos trabalhistas. Além destes valores, há outras contas a pagar. Cerca de R$ 4 milhões em dívidas cíveis e aproximadamente R$ 1 milhão em salários atrasados e indenizações. O chefe do setor jurídico remista, Mauro Maroja Bentes, lamenta a falta de credibilidade do Remo junto à Justiça do Trabalho. Para ele, o clube vem sendo administrado de maneira irresponsável, nos últimos anos e, por isso, perdeu confiabilidade com o Tribunal.
O advogado também argumenta que o departamento jurídico está tentando salvar uma situação que foi se transformando em uma ‘bola de neve’, a ponto de impedir o pagamento das dívidas do clube. “É interesse do Clube do Remo que essas dívidas sejam pagas, nós só queremos encontrar o melhor caminho para fazer isso”. Maroja lembra que a primeira negociação acabou não dando certo, mas para ele isso não impede que novos acordos surjam. “O primeiro passo para termos essa credibilidade de volta é dizer: o Clube do Remo quer e vai pagar as suas dívidas”, conclui. (Diário do Pará)
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