O crescimento dos clubes do interior do estado está cada vez mais em evidência. Acentuado pelos insucessos administrativos de Clube do Remo e Paysandu, as equipes interioranas estão tomando conta do futebol paraense. Águia de Marabá, São Raimundo e Cametá são os exemplos mais recentes. Com o Parauapebas Futebol Clube não é diferente. Com um pouco mais de um ano de fundação e uma boa estrutura, o time interiorano está a um empate de ser campeão da Segundinha do Parazão, mas almeja dias melhores.
O Parauapebas, também conhecido como PEC, foi fundado no dia 24 de junho de 2009, por um grupo de pessoas ligadas ao esporte do município que tem o mesmo nome. O objetivo era formar um clube com um futebol competitivo, alcançando, aos poucos, degraus maiores e melhores no futebol.
Segundo o presidente da agremiação, Roque Dutra, os jogadores que disputam a Segunda Divisão do Campeonato Paraense trabalham em um complexo esportivo administrado pela prefeitura da cidade. Dessa forma, é fácil entender a ligação forte que a equipe tem com a administração municipal. O local possui dois campos para treinamentos e quadras de areis para recreação e trabalhos físicos.
Os atletas contratados pelo clube moram em uma república, que possui uma boa estrutura física, com cozinheiros sendo supervisionado por nutricionistas. Contudo, se engana quem pensa que o Parauapebas não passa por problemas.
“As pessoas e a imprensa têm o Parauapebas como o time que mais investe. Nossa estrutura é que nos dá vantagem, mas acredito que temos um dos investimos mais modestos da Segundinha. A nossa média salarial também está entre as mais baixas. Os nossos recursos não cobrem as despesas de um mês. Por isso, o nosso diferencial é saber administrar as crises, pagando os salários em dia”, explica Roque Dutra.
Ainda segundo Roque, o valor disponibilizado pela prefeitura de Parauapebas para 2010 foi de R$ 90 mil. Por mês, entre patrocínios de empresas e ajuda de abnegados, o clube arrecada R$ 70 mil, sendo que a folha salarial – que inclui salário de atletas, comissão técnica e funcionários -, está em quase R$ 60 mil. “Fazemos muito esforço para sair da Segundinha. Estamos longe dos outros clubes e gastamos muito nas viagens e alimentação”, falou.
E partindo desse esforço é que o Parauapebas pretende chegar até a elite do Campeonato Paraense 2011. “Ano passado montamos um time em cima da hora, e agora tivemos mais tempo e formamos um bom plantel, que conta com um técnico experiente. Nosso objetivo era subir para a primeira fase. Agora queremos a elite do Parazão”, finalizou Dutra.
RESPOSTA
O presidente do Parauapebas, Roque Dutra, procurou a reportagem do DOL para responder algumas afirmativas de que o Abaeté teve problemas com hospedagem na primeira partida que define o campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paraense.
“A direção do Abaeté nos ligou dois dias antes da partida, pedindo um local para hospedagem, nem que fosse em uma escola com colchonetes. Mas entramos em contato com a prefeitura de Parauapebas e conseguimos dois hotéis para a delegação, que ficou dividida. Ainda pagamos alimentação para eles. Só queremos esclarecer que essa não era a nossa obrigação, mas que fizemos de tudo para dar conforto para o Abaeté. Hoje estamos hospedados com tudo sendo por nossa conta”, explicou. (Gustavo Pêna/DOL)
(Gustavo Pêna, DOL)
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