A novela envolvendo a área do Carrossel pode ter tido o seu último capítulo escrito ontem. O setor jurídico do Clube do Remo conseguiu, através de uma petição, cancelar o leilão do imóvel remista, que estava marcado para ocorrer amanhã.
O despacho foi dado ontem, pela juíza Ida Sele Braga, da 13ª Vara Trabalhista, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), que acatou ao pedido de novo acordo entre clube e Justiça.
O negócio foi feito com o empréstimo de R$ 1 milhão que o clube recebeu da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A quantia de R$ 300 mil será depositada diretamente na conta da Justiça do Trabalho. O resto do dinheiro, R$ 700 mil, será usado para quitar salários atrasados de funcionários do clube, além de algumas indenizações. O empréstimo deve ser depositado hoje na conta da Federação Paraense de Futebol (FPF), que encaminhará ao TRT.
A partir do próximo ano o Clube do Remo tem outro compromisso com a Justiça do Trabalho. A nova administração remista terá de pagar doze parcelas mensais de R$ 100 mil, de janeiro a dezembro de 2011. Após este prazo, o acordo deve ser renovado até que toda a dívida, que ultrapassa R$ 9 milhões, seja quitada.
Com isso, o clube não sofrerá mais os bloqueios. “Agora, todas as receitas do clube estão totalmente liberadas, sem nenhum tipo de bloqueio. Todo o complexo do Baenão continua penhorado, mas enquanto o acordo estiver sendo cumprido, o bem não corre risco de leilão”, explica o vice-presidente do setor jurídico do Remo, Mauro Maroja Bentes. (Diário do Pará)
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