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ESPORTE PARÁ

Guerreiro foi convidado para trabalhar em Sergipe

Enquanto Sérgio Cosme segue no esforço de preparar o Paysandu para a próxima temporada, seu antecessor, Charles Guerreiro, por enquanto, permanece como funcionário do clube, mas fora da comissão técnica. Depois da “tragédia”, como ele mesmo classif

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Enquanto Sérgio Cosme segue no esforço de preparar o Paysandu para a próxima temporada, seu antecessor, Charles Guerreiro, por enquanto, permanece como funcionário do clube, mas fora da comissão técnica. Depois da “tragédia”, como ele mesmo classifica o que aconteceu em outubro diante do Salgueiro, o treinador viajou ao Rio de Janeiro para “tentar esquecer”, mas não descarta um dia voltar ao comando do alviazul.

“Depois que terminou lá, aquela tragédia, eu fui dar um tempinho, tentei esquecer e fui ao Rio de Janeiro, assistir umas palestras do Footecon (Fórum Internacional de Futebol), com o Muricy Ramalho, o Mano Menezes...”, lista.

Questionado sobre o que pretende fazer daqui em diante, Charles explica que a intenção é continuar a carreira de técnico, mas, de preferência, longe de Belém. “Seria mais interessante. Remo e Paysandu já têm treinador. Quero aproveitar esse momento e ir para fora”, revela.

Apesar da intenção, o ex-comandante do Papão avisa que, de concreto, no momento, tem apenas um convite para treinar o River Plate, de Sergipe. “Eles me chamaram, vão participar da Copa do Brasil”, informa, sem, no entanto, confirmar se aceitará.

Sobre o atual momento do bicolor, que agora conta com Sérgio Cosme no comando do time, Charles faz suas considerações. “O Sérgio é gente boa, uma pessoa competente. Só não posso dar um parecer porque não acompanhei o trabalho dele, mas torço que dê certo”, ressalta.

Com a experiência de quem comandou a barca azul e branca por um bom tempo, Guerreiro atende ao pedido da reportagem e dá sugestões para seu sucessor. “Ele tinha que manter a base, trazer mais uns quatro a cinco jogadores. Aproveitar essa seletiva e ver quem se destaca nesse campeonato (1ª fase do Paraense). Vi no Rio que com a saída do Ganso, estão mais interessados na nossa base”, pontua.

E como o assunto é o Paysandu e Charles tem um histórico em assumir o plantel quando a situação complica, não custa nada saber se ele algum dia aceitaria ser ‘bombeiro’ novamente. “Sou um profissional. Sinceramente, eu fiquei perto de chegar à Série B. Torço que dê certo, mas, se não der e cair na minha mão de novo, dessa vez não escaparia”, afirma com um sorriso de quem apenas perdeu uma batalha. (Diário do Pará)

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