Não adianta, entra ano, sai ano, basta começar o Campeonato Paraense que os fanáticos de Remo e Paysandu já se animam com o início dos jogos e vão para as arquibancadas com a esperança de encontrar times esforçados, que devolvam aos sofridos corações os dias de glória perdidos. Todavia, no Estadual desse ano, que ainda está na segunda rodada, logo nos primeiros duelos dos dois grandes de Belém, uma constatação veio à tona: a torcida do Papão foi em pequeno número - 3,5 mil pagantes - no último domingo, pela manhã, na Curuzu, conferir o jogo contra o Castanhal, enquanto o arquirrival, em plena segunda-feira à noite teve o apoio maciço de 10,3 mil torcedores. O que teria acontecido com a Fiel azul e branca?
As hipóteses levantadas foram diversas, desde o horário escolhido para o duelo, 10h da manhã, enquanto muitos preferem os embates às 16h; passando pelo valor do ingresso das arquibancadas e cadeiras, que variaram de 20 a 50 reais; a dúvida se o jogo seria ou não transmitido pela Funtelpa e também pela clássica desculpa de que o torcedor alviceleste estaria insatisfeito com a formação do elenco e comissão técnica para a temporada 2011.
Enquanto as respostas são encontradas, a diretoria do Paysandu contabiliza os prejuízos, afinal, custa caro colocar o Paysandu em campo no Leônidas Castro e a torcida aproveita para desabafar sobre os motivos que a fizeram deixar de ir ao seu ‘caldeirão’ torcer pelo Clube de Suíço. A expectativa agora é para que no próximo jogo, quinta-feira (03), contra a Tuna, também na Curuzu, às 20h30, as arestas tenham sido aparadas e os alvicelestes voltem a assumir os seus lugares: as arquibancadas.
R$ 20 mil só pra botar time em campo
Com base no borderô do primeiro jogo entre Paysandu e Castanhal e calculadora em mãos, é fácil perceber que o prejuízo aos cofres do Paysandu foi grande. De 10.910 mil ingressos colocados à venda, 7.367 mil foram devolvidos, com a comercialização de apenas 3.543 mil bilhetes, ou seja, apenas 32,47%, o que gerou uma renda de 67.610 mil reais.
Contudo, as despesas são muitas e vão desde a confecção dos ingressos, até a remuneração de pessoal e comissão de arbitragem, além dos impostos que incidem como o INSS, o que, na somatória, chegou a abocanhar 35.364 mil reais do valor arrecadado na partida, ou seja, 52,31% de desconto.
Se o torcedor acha que parou por aí, o diretor financeiro do Papão, Isaias Burlamaqui de Moraes, lembra que sobre o valor líquido que restou ao clube – 32.245 mil reais - 10% foram para a Justiça do Trabalho, para pagar dívidas com ex-funcionários em litígio com o clube do Leônidas Castro.
“Além da Justiça, ainda há os custos com a concentração em hotel e alimentação, que somados, variam entre cinco e seis mil reais”, lembra o diretor, que demonstra quanto custa botar os alvicelestes em campo. “Hoje para o Paysandu jogar é preciso 20 mil reais. Se der menos que isso em renda líquida, eu considero prejuízo. Só no ano passado tivemos déficit em seis jogos”, revela. (Diário do Pará)
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