No jogo entre Independente e Paysandu, válido pela 2ª rodada do Paraense, não foi só o desempenho das equipes que chamou a atenção. No último sábado (29), em Tucuruí, os cerca 3.200 torcedores presentes foram surpreendidos com a notícia que teriam que se retirar do estádio Navegantão. Detalhe que faltava uma hora para o início do jogo. A ordem era dada pela Polícia Militar, que alegou que o estádio não tinha sido liberado por membros do Corpo de Bombeiros que compõem a comissão de fiscalização. Mas, graças à articulação dos dirigentes e à prefeitura do município, a partida foi realizada normalmente.
O episódio fez abrir a nova polêmica do campeonato: a liberação dos estádios. Segundo a Federação Paraense de Futebol (FPF), até ontem, três estádios ainda continuam correndo risco de não serem liberados. “Os jogos serão realizados normalmente, o campeonato não será interrompido. A única restrição é ter os portões fechados, pois se trata de segurança pública e estamos cumprindo as ordens do Ministério Público Estadual”, afirmou Coronel Nunes, presidente da FPF. Os estádios são: Navegantão (Tucuruí), Parque do Bacurau (Cametá) e Barbalhão (Santarém).
A situação revoltou Deley Santos, presidente do Independente. “Mandamos para a FPF toda a documentação pedida segunda passada. Estranhou-me a comissão aparecer aqui dois dias depois e no dia do jogo tentar retirar os torcedores. Todos os times são representados pela FPF. Se mandamos para lá, eles têm que repassar para os órgãos competentes. Ainda quero entender por que nosso estádio está interditado”, afirmou. Santos já está preocupado com a próxima partida. “Não posso realizar uma partida de portões fechados. Dependo da renda para pagar jogadores e funcionário, como fica isso?”, indagou.
Também preocupado Sandicley Monte, diretor do São Raimundo, disse que toda a documentação exigida, na última sexta quando houve a vistoria no Barbalhão, pela comissão de fiscalização da FPF, foi enviada a Belém ontem à tarde. “O estádio tem que ser liberado, pois cumprimos tudo. Falta apenas o ‘ok’ dos órgãos competentes”.
O presidente da FPF se defende: “Não adianta mandar para nós e achar que já está tudo certo. Quando chega qualquer documentação, nós ainda temos que encaminhar para os lugares certos. A FPF não é técnica”, demonstrou Nunes. O presidente ainda chamou a atenção dos dirigentes que episódios como o do Navegantão podem ser evitados. “Basta os diretores terem cópias dos laudos que mandam pra gente e quando alguém questionar, apresentar”, finalizou. (Diário do Pará)
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