“Nós não temos atacante. Essa é a grande verdade”. O desabafo do técnico Paulo Comelli mostra a preocupação do treinador com o setor ofensivo da equipe, que carece de um goleador. Em três jogos no Parazão 2011 o Leão marcou seis jogos, mas apenas um deles foi feito por um jogador de ataque, Fininho, que, aliás, é meio campista de origem e joga improvisado lá na frente, assim como Thiago Marabá.
Aliás, ele é o único jogador que tem vaga garantida no ataque da equipe. Na época em que defendia o Águia, Thiago Marabá atuava como meia. Já no Leão ele joga improvisado, mas Thiago não teve nenhuma dificuldade para se adaptar à nova posição, ao contrário, ele tem sido um dos principais jogadores do time. No entanto, o treinador remista conta que não quer viver na base do improviso.
A diretoria de futebol e a comissão técnica seguem na busca por jogadores para esta posição. Alguns jogadores estão sendo sondados pelo clube, mas até o momento não há nada concreto. Os experientes atacantes Adriano Magrão (preferido da diretoria) e Rodrigão seriam a bola da vez. O atacante Rômulo, ligado ao Grêmio Prudente (SP) também está sendo analisado.
Mas a ausência de um ‘matador’ na equipe é motivo de lamentação por parte do treinador remista. “Nós estamos tendo dificuldade em relação ao ataque. O Max Jarí ainda não está em forma, o Wellington Silva segue machucado e o Jayme também está sentindo o adutor da coxa. Temos que ter pelo menos cinco atacantes. A intenção é trazer mais dois jogadores: um de velocidade e outro de área”, explica o técnico Paulo Comelli.
Mudança tática no time foi decisiva
No jogo diante do Águia, o Remo entrou com a mesma formação tática que vem atuando no Parazão 2011. A equipe atua com três volantes, que dão total liberdade para que os laterais, Elsinho e Marlon, atuem como alas pelas duas pontas. Mas os laterais do time marabaense também jogam mais avançados, uma vez que o sistema tático adotado por João Galvão é o 3-5-2.
Por isso, no decorrer da partida o técnico remista, Paulo Comelli, teve de mudar a formação da equipe, porque alguns jogadores do Águia estavam entrando livres pelo meio, criando chances reais de gol. Com isso, Comelli orientou ao volante San para que ele recuasse um pouco mais, jogando como terceiro zagueiro, o que já aconteceu em outras épocas.
A mudança funcionou e o Leão não tomou gol. “O Comelli tem feito muito trabalho tático com a nossa equipe justamente para não errar nesse momento de mudar o esquema no decorrer da partida”, analisa o autor do gol da vitória azulina, San.
Já o zagueiro Rafael Morisco, que teve uma boa atuação na partida, confessa que em alguns momentos o Águia teve folga na partida. Mas a conversa dos jogadores dentro de campo e a orientação de Comelli somaram para que a vitória fosse conquistada. “O Águia veio para querer nos derrubar dentro de casa, mas a torcida viu que nós, jogadores, nos empenhamos o máximo em busca da vitória”, ressalta. (Diário do Pará)
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