Em qualquer disputa entre Remo e Paysandu há rivalidade, independente da modalidade esportiva em questão. Pode ser num jogo de botão, ou numa partida de boliche, ou talvez em uma disputa de cartas, ainda assim a rivalidade estará presente. Os dias que antecedem um RExPA no futebol, então, a tendência é que o clima fique ainda mais tenso, mais quente.
A semana de clássico já foi assimilada de vez pelos azulinos. O jogo contra o Paysandu será no próximo domingo (13) e as provocações já começaram. O zagueiro Rafael Morisco, que já havia dito que se o Remo tivesse conquistado o Torneio de Paramaribo o número de torcedores que iria recepcionar o time no aeroporto seria maior, voltou a cutucar o rival. “O torcedor tem que continuar nos apoiando como está fazendo, como fez lá em Castanhal. Aliás, fora de casa, a nossa torcida está fazendo bem mais barulho do que a deles (Paysandu)”, provocou Morisco.
Para o seu primeiro clássico em Belém, o zagueiro espera encontrar um estádio lotado, situação bem diferente da que ele estava acostumado na época em que jogava na Chapecoense (SC). “Eu quero ver aquele Mangueirão lotado. A festa tem de estar lá, eu acho que tem de lotar os dois lados, só que mais do lado do Remo, é lógico.
Acho que isso nos ajuda e nos motiva muito para poder sairmos com o resultado positivo”, reitera o jogador.
‘Rafagol’ e ‘Potigol’ são os que mais incomodam
O que mais preocupa os azulinos é o ataque dos bicolores, o melhor da competição, com 13 gols marcados. Para dar uma freada no poder ofensivo do Paysandu, a zaga do Leão, a melhor do campeonato, com apenas dois gols sofridos, terá de manter a mesma postura das últimas duas partidas, em que os remistas saíram de campo sem tomar gol. Aliás, o Remo só sofreu gol em apenas um dos quatro jogos que disputou.
O zagueiro Rafael Morisco, o xerife da defesa azulina, demonstra estar preocupado com o adversário. “O Rafael Oliveira é um jogador forte. Ele já mostrou o que tem de melhor contra esses outros adversários. Ele tem aquela fama de fazer gol, então se você deixar o espaço, aí ele vai marcar. É um atacante veloz, por isso que nosso time tem de estar ligado”, faz o alerta.
Mas não é só o artilheiro do Parazão 2011 que preocupa o capitão azulino. Thiago Potiguar, um dos melhores do campeonato, também precisa ser bem marcado. “O Potiguar sabe explorar aquele ‘tapa’ longo e sair correndo atrás da bola. Eu o vi fazer isso contra o Cametá e não tem como o zagueiro acompanhar, é muito difícil. Então, o importante é tirar o espaço. Agora se der espaço a um cara que já tem qualidade, aí... você vai ter que correr atrás e orar para não tomar gol”. (Diário do Pará)
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