Os jogadores do Clube do Remo curtem uma verdadeira lua de mel com o Fenômeno Azul, principalmente depois que o Leão venceu o maior rival. O momento é ainda mais especial para o capitão do time, o zagueiro Rafael Morisco, xerife da defesa azulina, que em pouco tempo já caiu nas graças da torcida.
Um dos responsáveis pelo ótimo desempenho da zaga - que sofreu três gols em cinco partidas, Morisco prefere dividir o mérito com a equipe e com a torcida, principalmente esta última. Para ele, o bom momento do time está diretamente ligado à força que vem das arquibancadas. “É bom você ir a campo ou ao treino e ver o torcedor apoiando, cobrando. O termômetro do time é a torcida”, compara.
O capitão do time revela ter ficado impressionado com o que viu no último domingo (13). Quase 40 mil pessoas lotaram o Mangueirão para prestigiar o clássico entre Remo e Paysandu. “Todos os torcedores estão de parabéns. Eu acho que foi uma festa muito linda. Eu nunca tinha participado de um jogo assim, do jeito que foi o Re-Pa”, revela o jogador, que promete não esquecer o que aconteceu naquele domingo.
Uma das situações que mais agradou o xerife azulino durante o clássico Rei da Amazônia foi a postura da torcida remista após o gol marcado pelos bicolores. “Mesmo quando a gente tomou gol eu não ouvi uma vaia, não vi nada. Eu só ouvi incentivo. Quando sofremos o gol nosso time abalou, a torcida também. Mas aí logo depois veio o empate, a virada e foi festa total. Naquele momento ali, quando você vê o torcedor, você lembra tudo que passou, de todas as semanas de trabalho. É bom você saber que a torcida está voltando, que o amor nunca esfriou”, declara o capitão remista.
Para que os remistas continuem no caminho das vitórias, Morisco pede para que a torcida não saia de perto do time e que continue dando o mesmo incentivo. (Diário do Pará)
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