A volta de Paulo Henrique Ganso é a grande atração do jogo deste sábado, quando o Santos recebe o Botafogo, a partir das 18h30, na Vila Belmiro, pela 13ª rodada do Paulistão. Mas o torcedor santista vai precisar de um pouco mais de paciência, porque o meia só deve entrar em campo na metade do segundo tempo. Precaução do técnico interino Marcelo Martelotte, depois do longo período de recuperação da cirurgia no joelho esquerdo.
É grande a expectativa para ver como irá se comportar o jovem e talentoso jogador depois de quase sete meses de inatividade. Por isso mesmo, a Vila Belmiro deve receber um grande público neste sábado. “Ganso foi relacionado e vai ficar como opção no banco de reservas. Vai depender de como estiver o jogo para decidirmos qual será o melhor momento para ele entrar”, avisou Marcelo Martelotte, após o treino desta sexta-feira.
Depois de seguir bem de perto todas as atividades do jogador nos últimos dias, o treinador interino acredita que até daria para Ganso jogar um tempo inteiro, mas prefere não arriscar. Na última quinta-feira, o meia foi considerado 100% apto para voltar a jogar pelo médico José Roberto Pécora, que foi o responsável pela cirurgia - ele esteve na clínica do cirurgião em São Paulo, onde passou por rigorosa avaliação física.
Para Marcelo Martelotte, a principal dificuldade que Ganso vai enfrentar daqui para frente será superar a falta de ritmo. “Isso só se readquire jogando, mas ele poderá compensar com a qualidade”, afirmou o técnico. A sua preocupação é não jogar responsabilidade sobre o atleta, que, mesmo estando motivado, ainda poderá demorar algum tempo para voltar a mostrar todo o seu potencial.
O treinador até alertou que a sua presença em campo diante do Botafogo vai depender de algumas circunstâncias da partida, sinalizando com a possibilidade de ter de mudar de ideia se o Santos estiver perdendo. “Temos uma programação, mas a participação dele no jogo não é obrigatória. Ele tem condições de jogar um tempo, mas vamos esperar pela a situação da partida”.
>> Ganso segue magoado com a diretoria
Um dia antes do aguardado retorno ao futebol, Paulo Henrique Ganso reiterou a sua mágoa com a diretoria do Santos. O meio-campista reclamou da demora da direção do clube da Vila Belmiro para renovar o seu contrato. Um novo acordo ainda não foi fechado e a situação incomoda o craque santista. “Não foi renovado, ainda estamos acertando, conversando com o pessoal da DIS [que possui parte dos direitos econômicos do jogador]. Poderia ter sido resolvido antes, mas espero que seja resolvido logo”, afirmou, em entrevista ao SporTV. “Me deixa um pouco triste [a demora na negociação] pelo que fiz, as conquistas que tive, tudo o que passei. É uma coisa que deixa chateado. Mas são coisas do futebol”, acrescentou.
O jogador prometeu que, apesar da chateação, pretende permanecer no Santos até o encerramento do seu contrato, apesar de já ter despertado o interesse de clubes europeus. “A mágoa é porque passou muito tempo, já poderia ter sido renovado. Mas tenho contrato e vou tentar cumprir até o último instante”, disse.
Ganso também criticou a decisão da diretoria do Santos de demitir o técnico Adílson Batista. “É um excelente treinador, trabalhei pouco com ele, mas conversava comigo, falava para não ter pressa [para voltar]”, disse. “Os números mostram, foi uma derrota em 11 jogos. Não era o momento disso [demissão] acontecer”, completou. (AE)
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