Em 106 anos de história do Clube do Remo, há um vasto retrospecto de jogos difíceis, missões que pareciam até impossíveis, no entanto, em algumas delas, o time se superou e conseguiu inverter os papéis ao final da batalha. A partida de amanhã, contra o Cametá, terá um nível de dificuldade elevado: os azulinos precisam vencer por uma diferença de três gols para avançar à final do primeiro turno do Parazão 2011. Contudo, se os torcedores mais experientes olharem para trás, irão relembrar algumas façanhas históricas.
O jogo do dia 30 de outubro de 1999 ficou marcado na memória. A última partida do Remo no Brasileirão da série B daquele ano aconteceu longe de Belém, contra o CRB (AL). Só a vitória servia para livrar o Leão do rebaixamento à terceirona. Na mesma situação estavam Tuna e Paysandu. Em casa, os bicolores foram derrotados pelo Bragantino. A Lusa também caiu, tomou de 5 a 1 do Goiás. Já os azulinos escaparam no apagar das luzes. O time alagoano abriu o placar com Daniel Edgar. O rebaixamento do Remo estava bem encaminhado, mas Júlio César empatou, reascendendo as esperanças. No final da partida, aconteceu algo que pouca gente acreditava: Scott marcou o gol da vitória, da festa azulina.
Outro momento inesquecível foi o dia 18 de setembro de 2005. O Remo precisava vencer o Tocantinópolis (TO) por três gols de diferença para avançar à terceira fase da competição. Na decisão, em Belém, mais de 42 mil torcedores entupiram o Mangueirão. Capitão abriu o placar para o time remista, Emerson fez o segundo. Mas aos 21 do segundo tempo, Lairson descontou. O Leão tinha 25 minutos para marcar dois gols. Magrão fez o terceiro e, aos 40, Osny, em cobrança de pênalti, garantiu a classificação da equipe. (Diário do Pará)
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