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ESPORTE PARÁ

Soltem a fera, o caçador de Leão

Atacante sensação do Parazão, Leandro Cearense espera continuar a boa fase na carreira e ajudar sua equipe (Cametá) a conquistar o primeiro título de sua história. Artilheiro da competição, ao lado do bicolor Rafael Oliveira, com 13 gols, Leandro espera m

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Atacante sensação do Parazão, Leandro Cearense espera continuar a boa fase na carreira e ajudar sua equipe (Cametá) a conquistar o primeiro título de sua história. Artilheiro da competição, ao lado do bicolor Rafael Oliveira, com 13 gols, Leandro espera marcar, ao menos, um tento no Baenão amanhã. “Se eu conseguir marcar novamente contra o Remo, no começinho do jogo, a pressão sobre eles vai ser enorme. Já falei com o Jaílson (companheiro de ataque) para buscarmos o gol a todo instante”, afirma.

Para Leandro, o plantel cametaense está focado na classificação para às finais, sabendo que poderão jogar com o regulamento ‘debaixo do braço’, sendo que o time poderá perder por até dois gols de diferença para ficar com a vaga. Na partida anterior contra o Leão, numa vitória incontestável de 4 a 1, ele marcou duas vezes. O jogador, aliás, é responsável direto por três gols marcados contra o Remo nos dois embates das equipes no Campeonato Paraense (2 a 2 e 4 a 1). Fora o Mapará, a defesa remista tomou gol apenas do Paysandu.

Se terminar a competição como goleador máximo, esta será a segunda vez que o atacante será o artilheiro numa mesma competição. Isso porque ele também foi o goleador da segunda divisão do certame, com nove gols, quando atuava pelo Abaeté. Com 25 anos, Leandro Cearense, na verdade, nasceu em Castanhal e tem pais oriundos do Ceará. Por coincidência, o clube em que o atleta deu os primeiros passos no mundo do futebol foi justamente o Remo, onde iniciou no sub-17. “Fiquei dois meses treinando no Remo, mas tinha que voltar todo dia pra Castanhal e acabei não aguentando”, explica.

Ele também chegou a fazer testes no Paysandu, mas, segundo o próprio, nem lhe deram colete para participar do rachão. Só voltou ao futebol profissional com 23 anos, quando um olheiro o viu numa pelada de várzea e o chamou para jogar pelo Santa Rosa. Também jogou por Vila Rica, Abaeté e o próprio Cametá, ano passado, onde acabou preterido pelos treinadores Artur Oliveira e Mariozinho, atuando em poucas partidas.

Após a ‘chuva’ de gols nas últimas partidas, pintaram interessados. “Tenho reunião marcada com o presidente do Paysandu (Luiz Omar Pinheiro) na segunda à tarde. Sempre tive vontade de jogar no Papão. Se for minha última parida (contra o Remo), espero ajudar minha equipe a conseguir a classificação. A gente merece”, acredita, que também está sendo sondado pelos catarinenses Brusque e Joinville, além do próprio Leão Azul. “Os dirigentes daqui (do Pará) só dão valor quando a gente faz quatro, cinco gols por partida”, conta. (Diário do Pará)

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