Com a camisa da Tuna Luso, ele foi um dos maiores destaques da primeira fase do Campeonato Paraense 2011. O meia Fininho marcou cinco gols na chamada ‘segundinha’ do Parazão, comandou o time cruzmaltino, que se classificou em primeiro lugar para a principal fase do certame estadual. No entanto, ao trocar as cores tunante pela camisa do Clube do Remo, o próprio jogador reconhece que houve uma queda no seu rendimento.
O meia não sabe explicar exatamente os principais motivos da mudança de postura, mas acredita que lhe faltou mais oportunidade. “Não sei o porquê de ainda não ter emplacado no Clube do Remo, até pelo fato de me empenhar bastante nos treinamentos”, diz. “Mas talvez seja devido ao número de partidas. Se você for avaliar na época da Tuna, eu tive uma sequência boa, joguei todos os jogos, dificilmente eu saía, mas aqui a concorrência é maior, é diferente.
O professor tem várias opções”, analisa Fininho. No Leão, a situação tem sido diferente. “Com a camisa do Remo, eu tive oportunidade de jogar como titular apenas três vezes, em nove jogos. Mas pelas estatísticas, eu fui bem, porque fiz dois gols. Acredito que se tiver mais oportunidade acho que posso ajudar mais”, promete.
Na avaliação do jogador, a eliminação precoce do time remista foi uma injustiça devido à campanha realizada durante todo o primeiro turno. Para o complemento do campeonato, no entanto, Fininho recomenda cautela redobrada, uma vez que a pressão será maior.
A ressaca da eliminação vai durar até quando?
Eliminado do primeiro turno do Parazão 2011 pelo Cametá, um time ainda sem tradição, mas com muitos jogadores de qualidade, os jogadores do Remo sabem que a torcida irá continuar cobrando uma mudança de postura, mais empenho do time, seja no estádio, nas ruas ou até mesmo dentro da própria casa.
Quem está bastante acostumado às cobranças é o volante Mael, responsável pela maioria dos desarmes da equipe, mas que nem por isso deixou de levar um ‘puxão de orelha’. “A cobrança vem desde casa, porque o meu pai é remista fanático. Tenho certeza de que ele foi um dos que mais cobrou isso de mim, também ficou muito triste”, revela. “A gente sabe que a torcida fez o seu papel, mas infelizmente a gente não jogou o suficiente para vencer”, admite Mael.
Para fazer a alegria do pai e de todo o fenômeno azul, o ‘cão de guarda’ azulino almeja uma reviravolta. “Temos plenas condições de conseguir esse título no segundo turno. A gente sabe que vai ser difícil, assim como foram todos os jogo”. (Diário do Pará)
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