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Atraso de salários gera insatisfação no Baenão

A manhã de ontem deveria ter sido apenas mais uma de treinamento no Baenão, mas quase que os jogadores do Clube do Remo iniciam uma greve devido aos 14 dias de salários atrasados. Insatisfeitos com o não pagamento dos vencimentos, os azulinos só trabalhar

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A manhã de ontem deveria ter sido apenas mais uma de treinamento no Baenão, mas quase que os jogadores do Clube do Remo iniciam uma greve devido aos 14 dias de salários atrasados. Insatisfeitos com o não pagamento dos vencimentos, os azulinos só trabalharam depois que o presidente do clube, Sérgio Cabeça Brás, compareceu ao estádio para uma reunião com os atletas.

As ameaças de greve começaram a rondar o Evandro Almeida desde anteontem, contudo o preparador físico, Manoel Santos, pediu para que o grupo tivesse mais paciência e aguardasse o pagamento, previsto para acontecer ontem. Como a grana não saiu, os jogadores resolveram ficar no vestiário, aguardando a chegada de Sérgio Cabeça. Depois de uma longa conversa com o presidente, o treino técnico, que durou pouco tempo, começou, com cerca de duas horas de atraso.

A incógnita no pensamento dos remistas é devido à procura da diretoria por reforços, enquanto que o clube alega não ter dinheiro para quitar o débito junto aos atletas. No entanto, os jogadores amenizam a causa. “Pedimos para que o presidente viesse aqui para trocarmos palavras com ele, conversarmos a respeito da confiança que a diretoria tem no grupo. Também fizemos a pergunta sobre o salário, o presidente respondeu ao grupo que na sexta-feira (amanhã) fará o pagamento”, revela o volante Luís André. O azulino explica ainda que se ninguém da diretoria aparecesse, o trabalho aconteceria normalmente, mas ressalta que a conversa não poderia deixar de acontecer.

Ao ser cobrado pelo cartola, o jogador disse ao mandatário remista que o grupo está confiante, trabalhando muito forte junto com a comissão técnica para fazer um segundo turno igual ao primeiro, mas sem cometer erros. “São coisas bem transparentes, não tem nada de greve, tanto que a gente trabalhou normalmente”, diz.

PALAVRA DO CHEFE

O presidente do Clube do Remo, Sérgio Cabeça Brás, nega que o principal motivo da conversa entre ele e os jogadores tenha sido o pagamento dos salários, que hoje completa 14 dias de atraso. “Eu reuni para tirar algumas dúvidas antes do início do segundo turno. Conversamos sobre todos os questionamentos feitos pelo plantel, nós tiramos as dúvidas, esclarecemos tudo para que o Clube do Remo inicie o segundo turno positivamente”, explica o cartola.

Cabeça conta que os assuntos da reunião são inerentes ao setor de futebol, entre eles o salário. “No decorrer dessa semana nós estamos pagando o plantel”, revela. Ainda hoje, os demais funcionários do clube também devem receber o restante dos 70% dos vencimentos atrasados. (Diário do Pará)

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