A decisão do turno regional hoje, uma quinta-feira à noite, motivada por outro compromisso - o jogo bicolor contra o Bahia, dia 30 próximo, pela Copa do Brasil - dá uma cara diferente ao confronto decisivo com o Cametá, que pode servir como remédio para afastar de vez da cabeça dos alvicelestes o fantasma da perda do acesso à Série B, ano passado, também dentro de casa. Mesmo depois de passados tantos meses do episódio da eliminação, foi comum durante a semana, jogadores que nem sequer estavam no Papão naquela ocasião, como Mendes, usarem o que aconteceu como fator de motivação, na busca pela vitória que pode ser o pontapé para o tricampeonato estadual.
Naquela decisão, o goleiro era Alexandre Fávaro, que daquele tempo para cá, passou por uma cirurgia em um dedo da mão, voltou a treinar, sentiu uma contusão que o deixou de fora de todos os jogos da primeira fase e acabou por perder a titularidade do gol para Ney, só reconquistando o posto na primeira partida da semifinal. Para ele, que viveu o drama, restou a lição para ser posta à prova logo mais. “Aquela tragédia está recente em nossas memórias, na minha então nem se fala. Não podemos contar com nada até o apito final. Temos que lutar e esquecer essa história de vantagem, jogar para sermos campeões, porque as coisas não caem em nossos colos”, sustenta Fávaro.
O goleirão é um dos poucos que restaram no plantel após aquele outubro ingrato e segue com a confiança da Fiel para bloquear o gol na noite de hoje. Ele promete empenho e fala das perturbações vividas pelo seu grupo nesse turno. “Prometemos empenho, não vitória. O que sabemos que vai acontecer é muita luta por nossa parte, do começo ao fim. O Paysandu não dormiu em nenhum momento no campeonato. Passamos foi por muitas dificuldades até chegar aqui, por isso não vamos dar bobeira. Será um jogo de muita disputa do começo ao fim”, prevê ele, que volta a falar em lições. “O futebol dá exemplo em muitos momentos a quem acha que já venceu, então temos que respeitar o adversário”, ensina. (Diário do Pará)
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