No dia 31 de março, o advogado Marcos Eiró foi empossado como novo titular da Seel (Secretária de Esporte e Lazer). Eiró recebeu a reportagem do Bola em sua sala e contou um pouco sobre sua vida e seus planos de governo. Confira:
Bola: Como foi feito o convite para o senhor atuar na Secretaria de Esporte e Lazer? Qual sua experiência?
Marcos Eiró: Eu vim para a Seel a convite do governador do Estado, Simão Jatene, e venho há 21 anos militando na área jurídica com meu escritório próprio, particular, e já exerci o cargo de diretor-presidente da Loterpa (Loteria do Estado do Pará), e também o cargo de assessor especial do governador e o cargo de secretário de Estado de Justiça, na era do governo passado, do Simão Jatene.
Bola: Qual é o seu conhecimento da área esportiva?
Marcos Eiró: Não tenho conhecimento especificamente técnico em si, mas sim do que a gente lê, se intera, do que a gente gosta e tudo mais. Entendo que a área esportiva é uma área cidadã. Então o esporte é cidadania, e, por isso, estaria ‘linkado’ também dentro do contexto maior do que seria esporte em si. Até porque hoje, quando se fala esporte, para a população menos informada, é só o futebol. O esporte, na verdade, tem várias modalidades, que através dessa prática a gente transforma em uma questão social. Então, nós viemos para cá não com grande conhecimento da área do esporte, mas vamos nos empenhar o máximo para isso, vamos chegar em todas as federações do esporte para mostrar que a Seel é a casa deles também.
Bola: Quais os primeiros passos ou projetos que serão tocados pela Seel com o senhor à frente?
Marcos Eiró: Estamos trabalhando para futuramente marcar uma audiência com o ministro dos Esportes no sentido de alavancar mais recursos. Existe um projeto grandioso nessa praça do entorno do Mangueirão, que é um projeto considerado como a menina dos olhos do governador Simão Jatene, porque ele está incomodado realmente com essa precariedade que se encontra nessa área. Ou seja, é uma área que, uma vez construída essa grande praça, vai congregar toda a população e quem sabe fomentar o turismo no sentido de realizações de práticas desportivas, trazer outras pessoas não só do interior paraense, mas também do Brasil inteiro. Agora, dentre essas práticas esportivas, nós faremos uma ‘linkagem’ na questão do esporte com a saúde, com a educação e a segurança.
Bola: Nesse pouco tempo de trabalho, qual o balanço que o senhor fez da Seel?
Marcos Eiró: Realmente, a situação administrativa-organizacional é muito caótica. Nós estamos aqui empenhando todo o nosso esforço no sentido de organizar a casa, não vai ser fácil, mas nós vamos conseguir. Acredito que não só a Seel, mas também outras secretarias do Estado estão todas sucateadas.
Bola: Em relação ao Mangueirão, Remo e Paysandu boicotaram o estádio em grande parte do Parazão. Qual a sua posição?
Marcos Eiró: Isso é uma questão de momento. Eu acho que existe uma grande parceria entre a Seel, a Funtelpa (Fundação de Telecomunicações do Pará) e a federação de futebol. Nós estamos crentes que isso é uma picuinha passageira. Se for o caso, nós vamos marcar uma reunião e sempre estaremos abertos a qualquer diálogo. Nós estamos aqui para unir e alavancar o esporte paraense.
Bola: Qual a posição da Seel em relação ao esporte amador, tendo em vista as reclamações dos atletas pela falta de apoio?
Marcos Eiró: Acho que um ano seria tempo bastante para a gente já estar incrementando essa parte. É daí (esporte amador) que cria-se um profissional, então, eu repriso e bato nessa tecla de nós atingirmos o lado social acima de tudo.
Bola: Tem um projeto especifico pra isso?
Marcos Eiró: Ainda não. Mas gostaria de revelar que, semana passada, fiz questão de entregar nas mãos do governador uma lei de incentivo ao esporte paraense. É tipo a Lei Semear. Esse projeto já se encontra com o governador, ele deverá submeter à análise da Consultoria Jurídica do Estado e encaminhá-lo nos próximos dias à Alepa (Assembleia Legislativa do Pará).
(Diário do Pará)
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