Toda derrota traz consequências ruins. Quando se trata de um clube de massa, as proporções são bem maiores e, até que a fumaça se dissipe, sobram chamas para todos os lados. O Paysandu tem vivido isso nos últimos dias e foi tudo junto, a eliminação na Copa do Brasil para o Bahia, a derrota para o Independente no Campeonato Paraense, somado com a ingrata lanterna na classificação do returno. A soma desses fatores trouxe de carona muitas críticas aos jogadores, comissão técnica e diretoria e, ontem, os bicolores preferiram silenciar.
De forma oficial, apenas dois jogadores, um em cada turno, conversaram com a imprensa que faz a cobertura do dia a dia no clube - Ari, pela manhã e o reintegrado lateral Elton Lira, à tarde. A informação que corria era que Sérgio Cosme também teria decidido não conceder mais entrevistas. A reportagem do Bola entrou em contato com o técnico que deu sua versão. “Eu só estou dando um tempo. Trato todo mundo bem, com o maior respeito e grande parte da imprensa só sabe ficar me batendo, torcem para eu cair”, desabafou.
Contudo, como a repercussão nos meios de comunicação sobre a lei do silêncio foi negativa, esta pode terminar hoje, segundo o vice-presidente bicolor, Toninho Assef, que também conversou com o Bola. “Isso foi uma decisão dos jogadores, mas amanhã (hoje) vamos reunir novamente para que volte ao normal. Não existe ordem da diretoria para que se deixe de dar entrevistas, muito menos fechar a sala de imprensa”, assegurou. A torcida, a mais prejudicada com a limitação das informações, agradece e lembra que o mais importante é jogar futebol...
(Diário do Pará)
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