Seguranças na porta, mais um dia de entrevistas limitadas e treino em período único em uma arena, de portões fechados ao público e aberto apenas à imprensa. Assim foi o dia de ontem para os jogadores do Paysandu, que hoje de manhã disputam um coletivo no campo do Kasa, em preparação ao jogo com a Tuna, marcado para domingo, às 10h, no estádio do Souza.
Mas uma presença quebrou a frieza do ambiente, quando a torcedora Aline de Azevedo, 14 anos, conseguiu furar o bloqueio e entrar na arena para acompanhar o treino dos bicolores, acompanhada da mãe e do padrasto. A satisfação de Aline passaria despercebida, não fosse sua situação – é cadeirante, em virtude de ter sofrido uma paralisia cerebral.
A menina virou o centro das atenções e alvo de câmeras e microfones. Mesmo com problemas na fala, mostrou que é espirituosa. “Virei celebridade”, brincava. Mas não parou por aí, ela deu até a receita do sucesso para os alvicelestes. “A zaga tem que segurar a bola lá atrás”, ensinava. A mãe da menor, dona Gracimar Silva, explicava a paixão da filha pelo Clube de Suíço. “Quando ela começou a se entender disse que era Papão, aí o padrasto dela também é e completou o time”.
Ao final do treino, os jogadores fizeram fila para autografar a camisa de Aline, que ainda foi convidada para assistir ao jogo de domingo. O atacante Zé Augusto pensou alto. “É desse carinho que a gente precisa”, enquanto o preparador físico Antonio Pompeu aproveitou para retrucar. “Não é de cornetadas...”, alfinetou. (Diário do Pará)
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