A história do primeiro turno está se repetindo. Tudo porque diante dos resultados da última rodada, Cametá e Independente já se tornaram as únicas equipes garantidas nas semifinais do segundo turno, da mesma forma como ocorreu na fase anterior. Só que dessa vez com um detalhe importante: a conquista da vaga, para ambos, veio com duas rodadas de antecedência.
Hoje, Mapará e Galo Elétrico são os melhores representantes daquelas equipes que receberam o codinome de ‘emergentes’. Título que para o técnico Sinomar Naves, do Independente, até pega bem. “Esse vocabulário é bom porque não nos chamam de ‘pequenos”, brinca. “O futebol globalizado deixa todas as equipes niveladas e isso torna o futebol competitivo. O sucesso das equipes emergentes não se deve ao fato dos grandes não estarem indo bem, mas sim porque estamos fazendo um bom trabalho e isso tem que ser valorizado”, argumenta Naves.
E é justamente a valorização do trabalho dos emergentes que o técnico Fran Costa exalta. “Trabalhamos com muita dificuldade por aqui (Cametá). Não temos um campo fixo de treinamento, mas compensamos com pagamentos em dias, boa alimentação. Os jogadores sabem disso”. Agora, eles querem mais: ficar na melhor posição e obter a vantagem de dois resultados iguais, além do benefício de disputar o segundo jogo em casa nas semifinais do turno.
“Vamos com força máxima não só para as duas últimas rodadas, mas como para as semifinais. O segundo jogo dentro de casa é o queremos para, dessa vez, conquistar o título. Foi a lição que aprendemos do primeiro turno”, revelou o treinador do time de Tucuruí. Já o técnico da equipe de Cametá, considera-se mais maduro e consciente para erguer a Taça. “Batemos na porta e não entramos. Dessa vez, vamos bater na porta e entrar”, assegurou. (Diário do Pará)
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