Na rivalidade particular entre Clube do Remo e Paysandu, não é só na classificação geral do segundo turno do Campeonato Paraense que os azulinos levam vantagem em relação ao rival. Enquanto do outro lado da Avenida Almirante Barroso o técnico Sérgio Cosme fuma muitos cigarros para montar um banco de reservas que corresponda ao ritmo dos titulares, no Baenão, o treinador Paulo Comelli está muito bem servido, além da onzena titular.
Foi assim no Re-Pa, quando apesar de criticado por não ter lançado Finazzi no decorrer do clássico, Comelli viu o time crescer quando promoveu a entrada do volante Moisés, no lugar de Tiaguinho, e do meia Léo Franco, na vaga de Ratinho. Já há quem diga até que o Remo não é a praça da alegria, mas tem um banco de animar o torcedor!
É claro que a dupla gostaria de entrar como titular, mas não deixa de listar vantagens no fato de só atuar no decorrer dos jogos. “Quem entra depois tem mais visão do jogo”, ressalta Moisés, com a anuência de Léo Franco. “É importante a entrada do jogador no decorrer da partida. A gente está vendo como está a situação do jogo. De repente até consegue enxergar melhor do que quem (já) está dentro do campo”, completa.
Bom, mas enquanto Paulo Comelli não confirma se alguém vai deixar o banco para entrar como titular no jogo de segunda-feira (9), no Baenão, não custa nada aproveitar que ele, como bom dono da ‘praça’, é adepto à leitura de um jornal e fazer o seu comercial. “Eu estava no banco, mas prefiro entrar jogando. Não vou me contentar com o banco, vou procurar meu espaço e entrar de titular”, avisa Moisés. (Diário do Pará)
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