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ESPORTE PARÁ

Equipe de Labilá resolveu paralisar as atividades

A greve dos jogadores do São Raimundo foi apenas o indício de que os clubes paraenses seguem vivendo com extrema dificuldade financeira. A equipe de Santarém entra para os times que estão participando do quadro “Porta dos desesperados” do certame local. A

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A greve dos jogadores do São Raimundo foi apenas o indício de que os clubes paraenses seguem vivendo com extrema dificuldade financeira. A equipe de Santarém entra para os times que estão participando do quadro “Porta dos desesperados” do certame local. Assim como fazia Sérgio Malandro nos anos 80 no SBT.

Só que por aqui, ao invés de um brinquedinho ou uma bicicleta, os jogadores querem mesmo é encontrar, do outro lado da porta, uma mala cheia de dinheiro com o tão sonhado salário do fim do mês. Antes mesmo de chegar ao final do segundo turno do campeonato, quase todos os clubes já demonstraram problemas de ordem financeira com exceção de Independente e Cametá, este último, contudo, reclama da falta de uma melhor infraestrutura. Até os ditos grandes, Remo e Paysandu, passam por perrengues. Inclusive, os jogadores do Leão até ensaiaram um greve por atraso no mês de março, após a eliminação das semifinais do primeiro turno.

Os novos grevistas, dessa vez, vestem a camisa alvinegra na Pérola do Tapajós. Ao contrário do que se tinha noticiado, os jogadores não treinaram em nenhum dos dois turnos na última terça-feira (3) e, somente ontem pela manhã, foi que a diretoria do Mundico se reuniu com os atletas. A informação foi confirmada pelo próprio técnico da equipe, Charles Guerreiro. “Após a reunião agora de manhã (ontem) voltamos aos treinamentos normalmente”, disse o treinador que também está sem receber há dois meses (hoje, já vence o segundo mês).

Segundo Charles, os jogadores decidiram voltar, pois a diretoria prometeu que, até amanhã, o pagamento do mês será quitado. No entanto, o treinador coloca que jogadores já afirmaram que podem voltar a cruzar os braços, até mesmo sem ir para a concentração do próximo jogo domingo diante do Independente, caso não seja cumprido o acordo. Por enquanto, o futebol paraense segue encontrando apenas os monstros do outro lado da “Porta dos desesperados”. Sérgio Malandro iria gostar de consolar os jogadores. (Diário do Pará)

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