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Nem os fracassos diminuíram a torcida do Remo

Em pleno Dia das Mães, quem disse que o torcedor do Remo também não pode ser homenageado? Afinal, só mesmo se compararmos o carinho do Fenômeno Azul ao amor materno para conseguirmos justificar que, apesar de tanto desgosto com o ‘filho’ Leão, o torcedor

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Em pleno Dia das Mães, quem disse que o torcedor do Remo também não pode ser homenageado? Afinal, só mesmo se compararmos o carinho do Fenômeno Azul ao amor materno para conseguirmos justificar que, apesar de tanto desgosto com o ‘filho’ Leão, o torcedor azulino se mostra tão fiel e vai aos jogos de seu clube em maior número que o vizinho Paysandu.

E nem precisa dizer que, apesar do momento delicado das duas agremiações, é o arquirrival bicolor que está em melhor situação. Por mais que incomode, é fato que o Filho da Glória e do Triunfo ainda corre atrás de uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, enquanto o adversário, bem ou mal, está lá na Série C, ainda que vá pelo quinto ano na tentativa de ascender. Não bastasse isso, os remistas não sabem o sabor de uma conquista do Campeonato Paraense desde 2008, ano em que conquistaram pela última vez o certame.

Pois é, em matéria de infortúnio, os torcedores azulinos estão mesmo calejados, mas nem por isso arredam o pé das arquibancadas para ver o Mais Querido entrar em campo, na batalha para voltar ao lugar que merece.

Para se ter uma ideia disso, dos sete jogos disputados esse ano, em Belém, pelo Remo, com exceção dos embates com o Paysandu, 50.983 mil pessoas compraram ingressos para assistir aos jogos, o que dá uma estimativa de 7.283 mil espectadores por partida, um número bem superior ao dos bicolores, que ainda tiveram a final do primeiro turno e o jogo contra o Bahia no Mangueirão, pela Copa do Brasil, para aumentar um pouco sua média de público (5.862).

Mas o que explica essa paixão pelo Remo? Em busca dessa resposta, o Bola conversou com torcedores, um jogador e outro diretor. Todos chegaram a uma conclusão: o amor pelo Leão supera tudo!

Só um título vai acalmar essa torcida

Mas o que pensa jogadores e diretoria sobre essa persistência do Fenômeno Azul em estar sempre ao lado do Remo? “Creio que a torcida do Remo está bem mais ansiosa por um título. É uma torcida maravilhosa que faz a sua parte dentro e fora de casa, como foi lá em Castanhal, quando lotou o estádio. Eles nos apoiam e incentivam, mesmo que às vezes a gente não faça do jeito que eles querem”, disse o zagueiro Rafael Morisco.

Ainda assim, Morisco afirma que o plantel reconhece o clamor das arquibancadas. “Estamos fazendo de tudo para dar gosto a eles e levantar uma taça. O torcedor do Remo vive de uma paixão e, mesmo da forma que está, o amor não acaba. Tem muitos que estão com a chama apagada, mas essa chama vai se acender novamente. Se conquistarmos resultados, isso vai aumentar. A torcida do Remo é fiel, sem dúvida nenhuma”, atesta.

Do lado da diretoria, conversamos com um diretor que faz questão de afirmar. “Não tenho portaria nenhuma, sou um torcedor colaborador”, afirma Pedro Cunha, que, no entanto, é considerado um diretor de estádio. Ele concorda com a tese de que a torcida faz sua parte. “Isso acontece devido ao Remo estar carente de título e lutar por uma divisão. Então, a torcida está incentivando. Só acho que deviam colocar ingressos mais baixos, de acordo com a realidade”.

(Diário do Pará)

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