O técnico Sinomar Naves, hoje no Independente, é um verdadeiro “quebra-galho” da dupla Re-Pa. Nos últimos anos, os titãs o contratavam, na maioria das vezes, para cobrir espaços deixados por treinadores demitidos ou para períodos de inatividades desses clubes. Em julho de 2009, por exemplo, Sinomar foi escolhido pela diretoria remista – na época presidida pelo nefasto Amaro Klautau – para “tapar o buraco” de um semestre sem competições oficiais do clube, já que a vaga para a Série D daquele ano acabou não vindo.
Depois de um período “roendo o osso”, o Parazão 2010 chegou e ele não resistiu à perda do primeiro turno para o Paysandu. Acabou demitido do Leão, em março. No Independente desde o início deste ano, Sinomar pôde mostrar suas qualidades e armou um time sem grandes destaques individuais, mas bem postado taticamente. A equipe é uma das mais regulares do Parazão 2011 e terminou o returno na primeira colocação. Confira a entrevista com o técnico:
Bola: Qual será a postura do Independente para a partida decisiva diante do Remo?
Sinomar: A mesma dos outros jogos, tentando impor o mesmo padrão que nos fez ganhar da todas as equipes do campeonato. Iremos para cima do Remo, aproveitando o fator campo, pois jogaremos em casa e com a torcida a nosso favor.
Bola: O Independente quitou os salários de maio de maneira antecipada na última sexta-feira. Comente sobre a estrutura do clube.
Sinomar: Não é adequada ainda, mas é melhor que a de muitos times do Estado. As parcerias feitas, fora a ajuda da prefeitura, têm nos ajudado bastante, nos dando boas condições para trabalharmos. Mas o diferencial é mesmo o pagamento, sempre em dia. (Diário do Pará)
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