Givanildo Oliveira chegou ao Remo no dia 17 de maio e trabalhou apenas 13 dias no comando técnico do time que acabou eliminado do Campeonato Paraense. Giva concedeu entrevista coletiva, ontem (31), no hotel em que está hospedado e aguarda a sua rescisão contratual. O profissional relembrou seu histórico vitorioso e rebateu insinuações de que vai deixar Belém, se deixar, com a imagem arranhada.
“Eu tenho 27 anos como treinador e são 22 títulos. Isso é o quê? São cinco títulos brasileiros, quatro na Série B e um na C. Acesso para a Série A eu tenho três. Não me sinto arranhado, mas chateado por não ter conseguido. Vá olhar o que eu já fiz pelo futebol daqui. Mas sei que da próxima vez que eu vier aqui eu vou ter que ganhar, ou então vou terminar arranhado. Vai ficar ‘eu venho aqui e não ganho mais’. Aí, sim, é diferente. Eu não fiz nem metade do Campeonato, eu fiz dois jogos”, defendeu-se, dedicando um aparte especial para sua história em Belém. “São nove títulos aqui, sou um vencedor”, reconheceu.
Questionado sobre onde está o erro para que o Leão colecione nos últimos anos tantos insucessos, Giva deu seu parecer. “Você não pode fazer planejamento sem ter dinheiro. Jogamos o primeiro jogo e deu 12 mil pessoas, aí eu vejo Fluminense e Santos deu oito mil em uma Série A. (O Remo) tem força, mas é preciso que haja planejamento para se organizar”, recomenda.
Givanildo Oliveira não descartou, caso o Remo consiga entrar por outro meio no Campeonato Brasileiro da Série D, voltar a treinar o time. “É uma possibilidade remota”, ressaltou. (Diário do Pará)
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