Na frente do computador, Leandro Bahia perdeu horas e horas votando em todos os jogadores do Cametá na premiação do troféu Camisa 13. Tanto empenho foi entendido depois que a coordenação do Troféu ligou para Leandro, premiado pela participação, e descobriu que, na verdade, se tratava de Leandrinho, meia titular do Cametá, equipe finalista do returno do paraense. Era o espírito de liderança.
A atitude já demonstrava o ‘novo Leandrinho’ que configura o meio-campo do Mapará: desde o início do segundo turno a braçadeira de capitão saiu de Wilson e foi para os braços de Leandrinho. “Cheguei caladinho aqui e fui conquistando meu espaço. Muito, graças à ajuda do Robson (preparador físico) e do Fran (técnico) que deram a oportunidade para mim”, conta. O destino fez sua parte, mas Leandrinho conquistou a vaga com méritos. Fran Costa queria um jogador que fizesse dupla com Robinho e pudesse acompanhá-lo em velocidade lá na frente. Foi, então, que o treinador percebeu que Leandrinho era a peça certa: funcionaria melhor como meio-atacante do que como lateral direito, sua função de origem.
Se firmando na nova posição, foi um pulo para ganhar também espírito de líder. “Hoje, considero que estou em minha melhor fase tanto profissional, como pessoal. Casei recentemente e tudo está indo muito bem”, garante.
Não à toa, dirigentes do Paysandu não perderam tempo. “Está tudo praticamente certo com eles (Paysandu)”, confirma o ‘novo Leandrinho’ que será peça fundamental na armação do time de Fran Costa para pegar o Independente no primeiro jogo da final no domingo. (Diário do Pará)
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