O Cametá precisava vencer por dois gols de diferença para chegar ao título. Para isso, o técnico Fran Costa mexeu na sua equipe colocando apenas um volante, caso de Paulo de Tarso. Fran também promoveu a entrada de Romeu no lugar Wilson, alegando que o então reserva tinha as características de meia-atacante, assim como Robinho e Leandrinho. A intenção era pôr o time para frente. E deu certo. No primeiro tempo, o Cametá foi superior, muito graças as articulação do trio Romeu, Robinho e Leandrinho. O placar zerado até parecia injusto para os cametaenses que tiveram duas boas oportunidades de descer para os vestiários na frente.
Na volta para a etapa complementar, Leandro Cearense previu o que aconteceria. “É só repetirmos o que fizemos no primeiro tempo e ter mais eficiência nas finalizações que saímos daqui campeão”. Mesmo o Independente tornando a partida mais equilibrada, o treinador cametaense não quis saber: foi para o tudo ou nada e pôs Balão, que atuaria como terceiro atacante. Outra vez, funcionou. Dessa vez, o Cametá fez 2 x 0. Restavam menos de dez minutos para o fim da partida. Nem mesmo os torcedores do rival, que começaram a deixar o campo, acreditavam no Independente. Mas se cada um deles estivesse com uma tabela de pontuação do campeonato na mão, lembrariam que Cametá teve a pior defesa do certame: foram 43 gols sofridos. E, em dois ataques fulminantes, a dupla de zaga, formada por Joathan e Tonhão, ficou perdida e André Luiz tomou dois gols. Restou ao torcedor cametaense, mais uma vez, nadar, nadar e ver o seu time morrer na praia.
A festa já estava estava armada em Cametá. Bastaram sete minutos, porém, e a euforia se transformou em frustração. Tristeza não somente pelo heroísmo de ter colocado a mão na taça, mas também pela ineficiência do atacante Balão, ex-Remo e Paysandu, que não soube aproveitar a oportunidade de fazer o terceiro gol e liquidar a partida já aos 41 minutos. Leandro Cearense, o único jogador do Cametá que falou ao final da partida, resumiu a derrota: “Fizemos os dois gols que precisávamos, mas pecamos no final. Foi isso”, lamentou. Em 2012, é melhor o Cametá estudar mais os clichês do futebol antes de decidir uma final. (Diário do Pará)
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