Voltar a disputar partidas oficiais seria a única maneira de saldar as dívidas do clube, principalmente com os jogadores ainda vinculados, que para deixar o Remo dependem da negociação de valores a serem recebidos. Carlinhos Dornelles, ex-treinador e funcionário do Clube do Remo, é mais um que prefere negociar o valor que o clube lhe deve a acionar a Justiça.
A negociação é a melhor forma de evitar os processos na justiça trabalhista, grande fonte de prejuízos para os clubes paraenses. Só nesta segunda-feira, o Leão saldou R$ 36 mil em dívidas, relativas a três jogadores que acionaram a justiça contra o clube. Uma das situações diz respeito ao jogador Fábio Oliveira. O Remo pagou a primeira das dez parcelas de R$ 15 mil que foram acertadas entre o atleta e a diretoria azulina.
Outra negociação que "alivia" os cofres do clube foi o acordo com Roberto Amoras, gerente administrativo remista durante a gestão Raimundo Ribeiro. O ex-dirigente pedia R$ 149 mil do Remo na justiça do trabalho, mas um acordo reduziu a dívida para R$ 75 mil, em 15 parcelas de R$ 5 mil, a serem pagas pelo Clube do Remo a partir de setembro.
O caso de Carlinhos Dornelles é menos complicado. O treinador coordena as categorias de base do Remo e prepara as equipes do sub-18 e sub-20 para a disputa de campeonatos. O sub-18 do Leão vai disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2012 e o sub-20 já treina para o Campeonato Paraense da categoria, disputado a partir de agosto.
Ainda vinculado ao clube, Dornelles já manifestou a intenção de permanecer como funcionário e participar do planejamento para o ano de 2012. Mesmo disposto a negociar o valor a ser recebido, o treinador alega que ainda não negocia com a diretoria, e chegou a consultar advogados sobre o caso.
Clique no ícone abaixo e ouça a entrevista de Carlinhos Dornelles para a Rádio Clube.
(DOL)
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