Que Indiana Jones nada! No Clube do Remo, quem enfrentou desafios e barreiras em busca da vaga perdida na fase final do Campeonato Paraense foi o presidente da agremiação, Sérgio Cabeça, que, no entanto, ao contrário do herói do cinema, não escapou de ser esmagado pela bola da Justiça pela terceira vez consecutiva.
O pleno do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) se reuniu ontem (20) para julgar a reclamação remista sobre o caso Edilson Belém e foi implacável. Por seis votos a um, os membros acompanharam a decisão preliminar do auditor presidente, Antonio de Barra Brito, e do relator do caso, José Alberto Vasconcelos, que já haviam negado preliminarmente o pedido do Remo, que não descarta continuar a batalha e recorrer em outra instância, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
“O Clube do Remo se achou no direito de fazer o recurso porque tem um jogador irregular (no Independente). O Remo fica prejudicado. Vou sentar com meus advogados, avaliar nossa defesa, onde nós pecamos e, se houver necessidade de recurso, é óbvio que vamos fazer”, afirma Sérgio Cabeça, que dispensou o chicote e o chapéu do conhecido aventureiro dos filmes de Hollywood, para avaliar o resultado negativo.
Vale lembrar que o presidente do Remo apelou para o departamento jurídico em tentar convencer o pleno do TJD, de que o clube estava com a razão em pedir a paralisação do Estadual e a anulação do jogo com o Independente, dia 29 de maio. Naquela partida, o Leão acabou eliminado do certame, ao perder por 2 a 0, em Tucuruí. Tudo sob a justificativa de que o zagueiro do Galo Elétrico, Edilson Belém, possui dois registros de identificação na Polícia Civil, o que tornaria sua inscrição irregular no Estadual e na CBF. (Diário do Pará)
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