Enquanto se define o futuro do Clube do Remo, o mal-estar na agremiação é geral. Se a torcida está chateada com a campanha do time de futebol, os jogadores estão insatisfeitos com a diretoria. A diretoria, por sua vez, também não está afinada, como bem demonstra o departamento jurídico com o de futebol. Jogadores da base sentem-se menosprezados ao verem que a maior preocupação dos cartolas é com o acerto financeiro dos atletas que vieram de fora. Para completar, ainda há o sofrimento com os salários atrasados, enquanto jogadores como Finazzi, aguardam o pagamento de 40 mil reais de seu contrato, que expira no próximo dia 30.
Em meio a tanto abacaxi, a diretoria segue blindada e evitando maiores exposições. No entanto, a divisão fica a cada dia mais evidente e o maior exemplo disso é a insatisfação de funcionários e até mesmo do vice-presidente do departamento jurídico, Ronaldo Passarinho, sobre os rumos que o Leão tem tomado no futebol. “Vou propor ao presidente (Sérgio Cabeça) que o setor que eu comando passe a se chamar Departamento Jurídico para a Justiça do Trabalho. Eu tenho 73 anos de idade e não quero ser responsabilizado pelo que não respondo”, afirma, ao ser questionado sobre como estão as negociações com o plantel que está sendo desmontado.
Passarinho pontua que na época em que participou da campanha eleitoral do clube, o discurso era de união. “Não tenho ideia do por que não envolvem o departamento jurídico. Tínhamos um trato de fazer a administração do Remo juntos, mas não tiveram a gentileza de dizer para eu não dar palpite. Há pessoas no Remo que não aceitam críticas de maneira nenhuma, aí me alijaram. O Remo não é partido político”, critica. Procurado pela reportagem para comentar o assunto, Sérgio Cabeça botou panos quentes. “Não tem nada disso. Todo mundo é uma equipe só”, pontuou. (Diário do Pará)
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