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Planejamento do Remo segue lento e sem dinheiro

Planejar com pouco dinheiro é uma arte. No Clube do Remo, esse exercício tem sido posto em prática com a grande quantidade de ações na justiça trabalhista, somado com os atrasos nos salários dos funcionários e as rescisões com os jogadores do plantel atua

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Planejar com pouco dinheiro é uma arte. No Clube do Remo, esse exercício tem sido posto em prática com a grande quantidade de ações na justiça trabalhista, somado com os atrasos nos salários dos funcionários e as rescisões com os jogadores do plantel atual. A única certeza é que o dinheiro previsto para entrar em caixa está todo comprometido e, além disso, é preciso remodelar o setor de futebol para os amistosos pelo interior, que devem ser promovidos a partir de agosto.

No âmbito jurídico, o vice-presidente do setor, Ronaldo Passarinho, explica como está a situação. “Na 13ª Vara do Trabalho são 27 ações. Agora não sei quantas ações trabalhistas desses jogadores que estão saindo virão a mais. Já disse que não sou ouvido, nem cheirado”, critica, sobre a exclusão de seu departamento em assuntos do setor de futebol.

“De 105 ações, reduzimos para 27 ações. O clube gastou em acordos, de 9 milhões para 5,6 milhões de reais. Essa é a redução da dívida do Remo, a maioria veio da gestão do Amaro Klautau e do Raimundo Ribeiro”, anuncia Passarinho.

Por outro lado, quem comenta o futuro do futebol é o vice-presidente do setor, Raphael Levy. “O presidente Sérgio Cabeça está esquematizando essa reunião de planejamento. Ainda não foi possível, mas devemos sentar para estabelecer as metas. Recebemos agora uma notícia boa, que é a Copa do Brasil. Vamos planejar esse período que o Remo vai ficar sem competição. Tudo está sendo conduzido pelo presidente”, frisa.

Sobre os amistosos pelo interior, Levy estima quanto vão gastar os interessados em ter o Leão como adversário. “A cota do Remo vai ser em torno de 20 mil a 30 mil reais”, aponta. Antes disso, a ordem é fazer a limpeza no plantel. “Primeiro se fará as rescisões dos jogadores que não vão fazer parte do futebol do Remo. É o presidente que tem o controle financeiro do Remo, ele que faz as rescisões. O Remo tem a receber 345 mil reais, da segunda parcela do patrocínio do Governo do Estado pela transmissão da televisão, fora os patrocínios que, por alto, dão em torno de 200 mil a 220 mil reais por mês”, explica, sobre a fonte de renda do clube para os próximos meses. (Diário do Pará)

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