Quando está em jogo uma Taça de Campeonato Paraense vale tudo? Para quem está em busca do título, sim! Por isso, na armação de Paysandu e Independente teve surpresa, aposta, adrenalina, alegria e decepção.
Do lado do Galo Elétrico, o inusitado ficou por conta da exclusão do, até então titular absoluto, goleiro Dida, que nem figurou no banco de reservas. Em seu lugar, Sinomar Naves apostou em Osmair, para segurar o ataque bicolor. A explicação, ainda obscura, foi por um “ato de indisciplina”, segundo o presidente do clube, Deley Santos, que não quis entrar em detalhes - uma suposta conversa do arqueiro com um diretor rival.
Na hora do vamos ver, o Papão entrou com pinta de lobo feroz e fez a torcida acreditar que valeria a tradição, isso graças ao gol de Sidny, fruto de uma postura agressiva, imposta pela equipe azul e branca nos primeiros minutos. Sidny foi deslocado para a ala esquerda, e, tirando o gol, pouco fez. No meio-campo, Gian recebia marcação especial de Alexandre Carioca, aí aparecia Marçal, Wegno e Joãozinho - não por acaso, o trio autor dos três gols do Independente, no primeiro tempo.
O pecado do treinador campeão, Sinomar Naves, foi optar por substituir Gian por um zagueiro, Marraquete, achando que a partida estava no papo. O perigo bicolor não havia cessado e a equipe de Roberto Fernandes aproveitou o recuo do Independente para crescer no jogo, apoiada pela entrada de Heliton, Sandro e Marquinho. Sandro fez a experiência prevalecer e, com o gol de empate aos 44 do segundo tempo, ajudou a puxar a decisão para os pênaltis. (Diário do Pará)
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