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ESPORTE PARÁ

Um camisa 10 resolveu relembrar os bons tempos

Que o título do Independente é histórico, ninguém duvida. Que o título do Independente tem um significativo mágico, emblemático, pouca gente percebeu. Foi a magia, o peso de um camisa 10 que devia pesar na balança e, por sorte e competência, pesou. A

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Que o título do Independente é histórico, ninguém duvida. Que o título do Independente tem um significativo mágico, emblemático, pouca gente percebeu. Foi a magia, o peso de um camisa 10 que devia pesar na balança e, por sorte e competência, pesou.

Azar do Paysandu que ainda queria ser campeão, desafiando a lógica dos grandes feitos: nenhum dos seus jogadores tinha condições de representar, dignamente, o aspecto místico da 10. Roberto Fernandes, que não é bobo nem nada, já havia percebido esse déficit de qualidade. Durante a semana, ele imaginou Sandro desempenhando o papel de organizador. Mas resolveu usar três volantes, nenhum deles, porém, com o mínimo de cacuete ofensivo. Qualquer bicolor de berço sabe que Vanderson mais destrói, combate do que passa a bola ou encontra espaço. E na tragédia alviceleste, foi comum ver o cabeça-de-área, à moda antiga, iniciando ou tentando concluir lances de ataque - enquanto isso, Sandro mofava no banco de reservas. Não podia dar certo e não deu!

E olha que a gestão de Luiz Omar ainda gastou dinheiro com os Alex’s Oliveira, Elvis da vida. Era pedir para Gian ser o dono do campeonato. Logo ele que trajava uma certa camisa 10 do Independente. Era pedir para Marçal lembrar aquele 10 mitológico, aquele capaz de deixar a defesa do Paysandu respirar por aparelhos em muitos momentos.

O Parazinho deixou de ser Parazinho justo no final, graças à obra e à arte de uma partida emocionante. Paysandu e Independente foram protagonistas de um jogo, porque não, digno das grandes decisões. E nas grandes decisões, há sempre um camisa 10 para ficar eternizado, aquele que levantou o troféu. Ave, Gian! Ao Paysandu, fica uma lição: é difícil ser campeão sem aquele craque lá no meio de campo.

APLAUSOS PRA ELE

Além de desempenhar o seu papel com maestria, o meia Gian ainda brigou bastante com os marcadores do Paysandu. Ele conseguiu arrancar um cartão amarelo para Alexandre Carioca. (Diário do Pará)

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