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Remo: Raphael Levy deixa cargo de vice do futebol

Não são apenas os jogadores do Clube do Remo que estão em clima de despedida do estádio Evandro Almeida. Ontem (29), o Leão amargou mais uma baixa. Raphael Levy entregou uma carta-renúncia ao presidente azulino, Sérgio Cabeça, saindo do cargo de vice-pres

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Não são apenas os jogadores do Clube do Remo que estão em clima de despedida do estádio Evandro Almeida. Ontem (29), o Leão amargou mais uma baixa. Raphael Levy entregou uma carta-renúncia ao presidente azulino, Sérgio Cabeça, saindo do cargo de vice-presidente de futebol. De agora em diante, Levy pontua que pretende contribuir apenas como colaborador.

Ao Bola, o agora ex-vice de futebol, afirma que sai com tranquilidade. “Aceitei o cargo através de um convite do presidente (Sérgio Cabeça). Ele está com vontade de reformular o departamento de futebol. Resolvi entregar o cargo para deixar ele à vontade para fazer as mudanças. Estou à disposição, para ajudar. Vou continuar no Baenão, ajudando no que for preciso, mas não quero mais ocupar o cargo”.

Todavia, Levy, quando questionado, não esconde que um dos motivos que o levou a renunciar, foi perceber que o setor de futebol está devagar, quase parando. “Esse é o problema. Eu não estou vendo futuro. De repente as coisas precisam tomar outro ritmo e não estou vendo nada em curto prazo. Acho que as coisas estão meio paradas e, de repente, com a minha saída, vai haver uma mexida e, com novas cabeças, pode ser que dê um gás novo”, considera.

Levy, que em 2005 era presidente do Remo e levou o clube ao título da Série C, afirma que é hora de fazer uma autocrítica. “No Remo, só são eleitos com os votos dos conselheiros, o presidente e o vice. No caso, o Cabeça e o Paulo Mota. Os outros são convidados do presidente. Então essas pessoas têm que fazer uma autocrítica. As coisas estão funcionando? Não. Então deixa o presidente à vontade”, recomenda, negando que a decisão tenha relação com o distanciamento entre o setor jurídico e o de futebol. “Não tem nada a ver. É uma questão com o departamento de futebol”, admite. (Diário do Pará)

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