Pelo lado de fora, o Baenão ainda permanece imponente no meio da movimentada e barulhenta Almirante Barroso. Mas é só adentrar ao estádio que um ambiente melancólico e silencioso predomina. O barulho da TV de um funcionário nos fundos do estádio e o cantar dos pássaros são as únicas coisas que se ouve.
Assim, serão os próximo dias no estádio Evandro Almeida.
Desde ontem, primeiro de julho, a diretoria azulina decretou oficialmente férias no departamento de futebol do clube. Sem competições para disputar até 2012 - quando jogará o Campeonato Paraense e a Copa do Brasil - a ordem do presidente Sérgio Cabeça foi dar folga de um mês para os jogadores que permaneceram: 17 garotos da base remista.
Neles, estão depositados o futuro do então Filho da Glória e do Triunfo para o próximo ano. “Tem muito moleque bom aí”, garante Alcindo Aguiar, o Tindô, treinador das categorias de base remista. “Se investirem neles, o Remo sai dessa situação”, completa Tindô. Alguns deles são conhecidos da torcida como Betinho e Jayme, o restante não. Mas, o certo mesmo é que o novo Remo custará aos cofres cerca de R$ 20 mil por mês. No Parazão deste ano, a folha salarial batia os R$ 300 mil. “Começamos o ano com 38 atletas.
"Resolvemos o problema de cada um e ficamos apenas com a base”, explicou Francisco Rosas, diretor de futebol, assegurando que irá permanecer no Remo até o final do mandato de Sérgio Cabeça. O time do Remo reinicia os trabalhos no dia dois de agosto visando alguns amistosos no interior do Estado. Até lá, resta ao torcedor azulino apreciar o bucólico Baenão e confiar no novo Leão.
(Diário do Pará)
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