O clima na Curuzu definitivamente mudou. Nos treinamentos diários, pode-se observar a melhora técnica acentuada dos jogadores que compõe o atual elenco do Papão, em relação aos grupos anteriores. A diretoria fez a sua parte e reformulou o time, trazendo jogadores renomados – como o atacante Josiel e o volante Rodrigo Pontes. A “cereja do bolo” foi a repatriação do meia Thiago Potiguar, que retornou ao clube após o insucesso no futebol chinês.
Atuando pelo Henan Jianye desde março, mês em que foi emprestado pelo Paysandu, o jogador bem que tentou, mas não obteve êxito na sua passagem pelo oriente. “Lá (China) a dificuldade é grande, a comida, a língua e o estilo de jogo do futebol local, bem diferente do praticado aqui (Brasil)”, afirmou Potiguar, com a fala mansa e o sotaque nordestino característico do interior do Rio Grande do Norte. “Eles (chineses) estão crescendo para o mundo agora, mas ainda são muito diferentes dos brasileiros em várias coisas”, disse o jogador, que teve de conviver, entre outros fatores, com o cardápio exótico (carne de cachorro, lagarto assado), a linguagem diferente (mandarim) e o estilo de vida peculiar do povo chinês.
Pela internet, Thiago Potiguar matava a saudade da família e também da torcida bicolor. “Na China, ficava acompanhando o Paysandu pela internet, e sempre recebia o carinho da torcida. Sei da confiança que eles (torcedores) depositam em mim, do reconhecimento pelo que já fiz pelo clube. Vou fazer de tudo pra ajudar o time a subir esse ano, porque eu amo esse clube”. Mesmo com a estada frustrada no exterior, o meia, de 26 anos, ainda pretende voltar a ter uma experiência internacional num futuro próximo, mas em outro local. “Foi mais uma experiência na minha vida (atuar na China) e pretendo ainda jogar no exterior, mas não na China”, pontuou.
Potiguar acredita que o acesso para a Segundona está mais perto. “Se depender dos jogadores que o Paysandu tem hoje, nome por nome, já tá garantido (o acesso). A diferença deste para o grupo do ano passado foi a experiência de alguns jogadores, e agora também temos um banco de reservas qualificado”, disse, lembrando o time que padeceu em 2010 para o Salgueiro-PE, na Curuzu. Amanhã contra o Rio Branco, no Mangueirão, o meia deverá entrar no decorrer da partida, e poderá cair novamente nos braços da Fiel – de preferência com mais uma vitória do Papão na competição.(Diário do Pará)
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