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ESPORTE PARÁ

Levy quer, na Justiça, mais de R$500 mil do Remo

Uma característica será essencial ao departamento jurídico do Clube do Remo no segundo semestre: esperteza. Só com ele para que o clube consiga reduzir as dívidas trabalhistas que começarão a surgir a partir de agosto. “Tomei conhecimento através da impre

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Uma característica será essencial ao departamento jurídico do Clube do Remo no segundo semestre: esperteza. Só com ele para que o clube consiga reduzir as dívidas trabalhistas que começarão a surgir a partir de agosto. “Tomei conhecimento através da impressa dessas demissões de funcionários. Mas já fizeram um apelo para nosso departamento (jurídico) começar a preparar as defesas”, revelou Ronaldo Passarinho, vice-presidente jurídico do clube.

Passarinho diz que aprovou a decisão. “Essas demissões são necessárias. Temos um estádio que para a sua função principal está sendo pouquíssimo utilizado, consequentemente, temos funcionários lá que estão ociosos. O Remo está com uma receita muito baixa e precisa economizar”, opinou. Por sinal, segundo Passarinho, o próprio departamento jurídico também entrou na política do corte de despesas. “Antes tínhamos oito advogados trabalhando em prol do Remo recebendo no total 12 mil reais. Hoje, temos apenas dois que totalizam quatro mil por mês”, explicou. Os dois atuais advogados do Remo são Lorena Lauri e Pablo Coimbra.

Para defender o Leão na Justiça, Ronaldo demonstra tranquilidade. Segundo ele, os custos na Justiça das demissões serão equivalentes. “O impacto na justiça do trabalho vai ser grande, mas a mesma economia que o Clube irá fazer no pagamento do salário desses funcionários demitidos, será a mesma utilizada para pagar as reclamações trabalhistas”.

Os trabalhos dos últimos três anos sustentam a confiança de Ronaldo Passarinho: os acordos com os antigos credores fizeram o Remo eliminar mais de 120 processos. Hoje, restam 27. Antes dessas demissões, Ronaldo chegou afirmar que com R$3 milhões de quitaria todos os problemas na Justiça. Contudo, com as novas ações dos ex-funcionários – pendências entre quatro e 50 meses de salários – só mesmo muita esperteza para reverter...

CASOS LEVY E RAUL
Essa semana, os advogados do Leão já terão de enfrentar duas provas de fogo. As ações dos ex-funcionários só devem começar a ser marcadas a partir do fim do aviso prévio. Porém, dois outros problemas já estouram na Justiça: as audiências do lateral-direito Levy e do zagueiro Raul já estão confirmadas. Hoje (25), e na quinta-feira (28), respectivamente, os jogadores buscam seus direitos trabalhistas por salários atrasados e o Clube do Remo sentará nos bancos dos réus. Levy, já atuando no futebol goaino, pretende ganhar do Leão R$ 580 mil e Raul, ainda em Belém, anseia R$ 1,3 milhão. Para o caso de hoje, Ronaldo Passarinho, vice-presidente jurídico, garante que o valor é “ilusório” e pretende fechar um acordo com o ex-remista por bem menos: algo em torno de R$ 50 mil. Já para o valor elevado, referente ao caso de Raul, Passarinho é taxativo: “Isso é o que o advogado dele acha que vai levar”. (Diário do Pará)




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