Fortaleza e Paysandu, que representam duas torcidas fortes e atuantes, começaram a Série C com pompa de favoritas até pelo altíssimo custo de suas respectivas folhas de pagamento – cerca de R$600mil. A semelhança entre os dois clubes não para por aí, pois ambos contrataram um time inteiro para a disputa do torneio e até o mesmo no discurso são parecidos: “O time formado será de Série B”, diziam as diretorias antes do início da Terceirona. Outra coincidência foi a apresentação quase simultânea de novos atacantes - Vavá (FOR) e Diogo Galvão (PAY) -, fora que esses times ainda procuram mais dois atletas para fecharem o elenco.
Após duas rodadas, o Papão conquistou quatro pontos no grupo A. A marca não é a ideal, mas ainda assim é superior a situação em que se encontra o Leão do Pici, que perdeu os dois primeiros jogos (para CRB e América-RN) e está em situação dramática no grupo B. A Fiel chegou a vaiar timidamente o elenco alviceleste após o empate no Mangueirão contra o Rio Branco (AC), já o torcedor tricolor perdeu a cabeça com o time, indo protestar ferozmente na sede do clube, na última segunda-feira (25), revoltada com as péssimas – e caras – contratações feitas pela atual diretoria.
Com fogos e cantorias, a algazarra foi o estopim para o início de uma crise braba no Fortaleza. Não suportando a pressão, o técnico Ferdinando abandonou o cargo e o ex-remista Artur Bernardes assumiu o barco. “Tá um caos, a desorganização é a tônica do clube nesta temporada”, diz o jornalista Emanuel Macedo, setorista do Fortaleza pelo Jornal O Povo, sobre a situação do clube. Diferente do time paraense, o tricolor não pode nem ter a desculpa de falta de ritmo de jogo, pois se preparou por 45 dias no litoral cearense. (Diário do Pará)
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