O conceito de clube-empresa é recente e faz parte da globalização do futebol. Basicamente consiste em uma forma de organização dos clubes com formação empresarial e finalidade lucrativa. Historicamente, os clubes se organizaram em associações ou sociedades civis sem fins lucrativos. Isto no passado, quando o esporte era amador, em que não se almejava lucro. E uma das principais fontes para alcançar esse lucro é a formação de jogadores para, posteriormente, serem vendidos para o exterior.
O melhor exemplo hoje no Brasil talvez seja o Santos Futebol Clube, que sempre teve como um dos pilares de sua trajetória o trabalho desenvolvido nas categorias de base, que acabaram lhe rendendo fortunas. Os meninos da Vila, como são conhecidos os garotos criados no Peixe, são divididos em cinco categorias – desde pré-mirim, com média de 11 anos, até a categoria Junior, garotos com 18 anos - possuem centro de treinamento (uma de área de 25.500 metros, com vestiários e setores administrativos) e centro de estudos próprios.
A ideia que se trabalha por lá é apostar em jovens promessas como matéria-prima que, depois de anos de exposição no Santos, serão vendidos a preços altíssimo, em dólares, claro. Exemplos como o do atacante Robinho e o meia Diego, grandes ídolos da torcida santista na conquista do Brasileirão de 2002, ilustram o raciocínio. Qualquer semelhança com certo Neymar e Paulo Henrique Ganso, disputados a tapa por gigantes como Real Madrid, Chelsea, Milan e Barcelona, não é mera coincidência.
Portanto, montar uma estrutura desse porte requer, além do capital inicial, claro, muita paciência para esperar pelos frutos, que podem demorar e, acima de tudo, planejamento. E aí, vai encarar, Leão? (Diário do Pará)
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