O Clube do Remo está mergulhado em uma crise que parece não ter fim. Como sair dela? Todos buscam essa resposta. Muitos, entre torcedores, comentaristas esportivos e até mesmo dirigentes, em conversa pelos bastidores do clube, são categóricos em afirmar que muito dessa crise se deve a falta de profissionalismo e planejamento.
Ao longo dos últimos anos, uma enxurrada de contratações de jogadores de fora do Estado, com status de “salvadores da pátria”, foram a tônica do ambiente azulino. Política que vai à contramão do tão propalado discurso de valorização da prata da casa, que sempre surge quando o barco naufraga.
No último domingo (24), em entrevista ao programa “Bola na Torre” da RBATV, o presidente azulino Sérgio Cabeça mais uma vez colocou o assunto na roda, só que com um diferencial: desta feita, o Remo irá funcionar como uma empresa, onde, nesse contexto, a formação de atletas será prioridade. “Já está tudo pronto e fechado com uma empresa que trabalha com jovens atletas”, foi a única informação a mais que Marco Antônio, o ‘magnata’, assessor diretor do presidente Cabeça, pode contar, alegando que em agosto o clube divulgará o planejamento em uma coletiva de imprensa.
Informações não-oficias dão conta que a empresa que fechou com o Remo teria ligação com Jairzinho, o furacão da Copa do Mundo de 1970, ex-jogador de futebol, que hoje trabalha como empresário de atletas.
No entanto, as recentes opções escolhidas pela diretoria do Leão tiram a credibilidade junto ao torcedor. Na matéria publicada no Diário Online, muitos comentam não acreditar que o projeto irá para frente. Alcindo Aguiar, o Tindô, que há 15 anos trabalhando como treinador das categorias de base do Clube do Remo, diz que já ouviu muito essa conversa. “Só nós, que vivemos diariamente o Remo sabemos o que já passamos”, afirma.
Porém, Tindô, mesmo estando afastado do clube (licença médica), e provavelmente se desligue a partir do agosto, por causa dos 22 meses de salários atrasados, demonstra confiança no projeto pela qualidade técnica dos jogadores da base remista.
“Se eles agora aproveitarem os garotos do sub-18 que deixamos e colocarem um diretor de futebol que conheça o futebol local, tem tudo para dar certo. Os garotos são bons. E mais a inteligência e competência do Sinomar tem tudo para fechar bem”, opina o treinador. (Diário do Pará)
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