“Há muitos e muitos anos, no coração da floresta, havia uma vila escondida, onde moravam criaturas azuis. Chamavam-se a si mesmo de Smurfs. Eram muito bons. Mas existia também o Gargamel, o feiticeiro perverso. Ele era muito mau. A floresta ainda existe e, se vocês prestarem atenção, ouvirão os gritos do Gargamel. Mas se vocês forem bonzinhos, conseguirão dar uma olhadinha nos Smurfs”. Texto de abertura de desenho animado dos anos 80 – e hoje filme de sucesso – ou um recado para a torcida do Paysandu? Se não conseguiu ler na entrelinhas, o Bola decifra para você, leitor.
O ano era 2006. O Papão era expulso da sua “vila encantada” e disputou a Série B do Campeonato Brasileiro pela última vez. De lá para cá, sofrimento, agonia e decepção. O time não conseguiu achar o caminho de volta, que o recolocaria em posição de destaque no cenário nacional. Pela tortuosa floresta da Terceira Divisão, Salgueiro, Icasa e outros, fizeram o papel de Gargamel, numa perseguição implacável aos seres alvicelestes e muitos jogadores viraram sopa de Smurfs. O eco das derrotas ainda reverbera pelos lados da Curuzu...
Agora, mais uma tentativa. Roberto Fernandes foi contratado ainda no final do Campeonato Paraense, com a missão de formar um grupo capaz de driblar as adversidades dessa trilha sombria. Como um sábio Papai Smurf, ele tem paciência e jogo de cintura para trabalhar e entrosar a equipe, mesmo com as fortes cobranças da torcida, que deseja ver resultados imediatos para não correr risco de perder, de novo, o rastro que leva à “vila” da Série B. (Por Carlos Eduardo Vilaça/ Diário do Pará)
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